No ginásio, a torcida se reúne em torno do dohyô, uma arena de terra coberta por uma espécie de telhado, que representa um templo xintoísta. A cobertura simboliza boa colheita, as quatro estações do ano, proteção para os lutadores e sucesso para a comunidade. Ali, numa disputa profissional, dois lutadores de sumô, ou, sumotoris, se enfrentam e o juiz, um monge xintoísta, vestido com quimono, portando um leque, espelho e uma adaga ou espada, inicia o campeonato com um ritual de purificação na presença de todos os sumotoris. É o ritual de compromisso, conhecido como chiri-chozu. Só depois é iniciada a fase das lutas.
Ao entrar no dohyô, os dois sumotoris jogam sal na arena, com sentido de purificação, proteção contra ferimentos, trazer boas lutas e espantar os maus espíritos. O juiz então diz a palavra ''Lei'' para que os adversários se cumprimentem e caminham até a área demarcada para a competição. Ali se abaixam e focam os olhos um do outro, mostram as palmas das mãos como prova de que estão desarmados. O juiz diz ''Kamaete'', pedindo atenção, os sumotoris se levantam e assumem a posição clássica do sumô, com joelhos a 90 graus do chão e as mãos tocando o solo e esperam a próxima ordem, quando ele diz ''hakuye'', ou ''Hadme'' para iniciarem a luta, quase sempre resolvida em segundos.
Acredita-se que, 70% do resultado do confronto, é determinado nessa hora, que antecede a luta e conhecida também como ritual de shikiri, que coloca em condições de completa igualdade os oponentes, até na sincronia de suas respirações.
O objetivo maior do sumotori é elevar o seu oponente e colocá-lo para fora da arena, ou tawara, que é o feixe amarrado de palha, que circunda o dohyô. Ele pode vencer se conseguir tocar qualquer parte do corpo do adversário no chão. Pode ser braços, pernas, os cabelos e até o mawashi, que é a faixa de 30 centímetros de largura e cerca de sete metros de comprimento, feita de algodão que o sumotori usa em torno da cintura, se for desamarrado e as pontas tocarem no chão a luta está perdida. (M.A.A.)

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