Bauru, SP, 28 (AE) - Sem dinheiro para cobrir os investimentos que uma equipe competitiva de futebol exige, uma modalidade como o basquete, que custa muito menos, pode ser a resposta para que cidades do interior, como Bauru, apostem na promoção do esporte.
"Os esportes de quadra podem ser instrumento de marketing comunitário, divulgação de patrocínios e um incrível entretenimento", ressalta o empresário Caio Coube, diretor-superintende da Tilibra, que criou o Bauru Basquete e tem o objetivo de transformar a cidade do noroeste paulista em uma potência no esporte.
"Queremos ser uma nova Franca", compara o empresário, referindo-se à tradição da outra cidade do interior no basquete. O esporte, garante Coube, é muito mais barato que o futebol e também oferece um excelente retorno.
Uma equipe de basquete, como a que conquistou o título de campeã paulista na quinta-feira à noite (derrotou o Marathon/Franca por 91 a 82, fechando o playoff final por 3 a 1)
custa R$ 110 mil por mês, R$ 1,3 milhão por ano. "Como o interior pode competir com as fortes e milionárias parcerias estabelecidas com os grandes clubes de futebol, como as da Hicks Muse com Corinthians e Cruzeiro, da Octagon com Santos e Atlético, com uma Parmalat ou a Motorola", observa. O Noroeste de Bauru, o time de futebol da cidade, tem a projeção de quem disputa a Série A3 do futebol de São Paulo.
A empolgação dos dirigentes ligados ao basquete de Bauru vem do resultado do basquete masculino. Patrocinada pela Tilibra em parceria com a Copimax, a equipe ganhou seu primeiro título paulista com um trabalho que tem apenas três anos. Foi o primeiro título para a cidade, que já adotou o esporte - o ginásio Panela de Pressão, com 3 mil lugares, tem sido pequeno para acomodar a torcida. "O time foi quarto no Nacional no primeiro ano de trabalho e campeão paulista no terceiro ano."
Como o Bauru Basquete, criado com base na Lei Pelé, mantém, em parceria com o Clube Luso, todas as categorias menores de formação de atletas, a idéia de Coube é buscar, entre as linhas de financiamento disponíveis para projetos sociais, verba para, até mesmo, construir um ginásio novo.
O Panela de Pressão, ginásio do Noroeste de Bauru, "tinha até ratos", relata um funcionário, e estava abandonado havia uns 15 anos. Foi reformado em 50 dias, ao custo de R$ 200 mil, para ser a sede dos jogos do time quando Bauru conseguiu classificação para o Campeonato Nacional. "Podemos até pensar em ter uma nova arena, multiuso, e também em desenvolver um projeto social com crianças." Na quinta-feira, para a final do Paulista, os 3 mil ingressos postos à venda esgotaram-se em menos de uma hora.
"Com o resultado, não devemos ter problemas para renovar os patrocínios e poder continuar nosso projeto", afirmou o empresário, que espera ter agora ainda mais visibilidade para a marca de sua empresa e da Copimax (de quem a Tilibra é um dos maiores clientes no Brasil). A partir de domingo, o time disputa o Campeonato Nacional - vai estrear em casa, às 15 horas, no Panela de Pressão, contra o Botafogo, com SporTV.

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