Valdemir Almeida Silva ou Valdena, como é mais conhecido, tem 37 anos. Há cerca de 10, tendo se dedicado ao tênis desde pequeno, começou a acalentar um sonho: ter sua própria academia. A vida ajudou, a oportunidade surgiu e com a determinação e a garra, peculiares aos jogadores de tênis, decidiu realizar o sonho.‘‘Foi uma oportunidade única’’, lembra. ‘‘Por isso, arrisquei tudo. Vendi o carro e a casa, e minha esposa deixou o emprego, um rendimento seguro, para vir trabalhar comigo’’, conta.
‘‘Na época’’, comenta, com bom humor,‘‘muita gente achou que eu tivesse ficado louco, mas eu queria muito montar um negócio próprio e o meu ramo de negócio sempre foi o tênis. É o que sei fazer.’’
Valdena começou como ‘‘boleiro’, aos 7 anos de idade, incentivado pelos irmãos. Trabalhava duro, das duas da tarde às nove da noite, e não gostava de perder tempo, observando tudo o que o professor ensinava aos alunos. Nas horas de folga, ia para o paredão, exercitar-se com uma raquete improvisada, feita de madeira. ‘‘Parecia uma tábua de carne’’, rememora. Aos 12, ganhou uma raquete e participou do primeiro campeonato. Com 15, saiu-se muito bem num torneio realizado em Cascavel e, aos 16, estava contratado como professor de tênis no Clube Alemão (Arel).
Hoje, Valdena pode se considerar um campeão, um vencedor na disputada competição por um espaço no mundo dos negócios. Com 6 quadras, sua Academia Point de Tênis (APT) disponibiliza uma equipe de 8 professores, 2 auxiliares e 12 ‘‘boleiros’’, para dar suporte e orientação especializada aos aficcionados do esporte. Com cerca de 260 alunos, a APT já começa a se sobressair no exigente circuito do tênis, pois metade desse grupo participa de competições.

mockup