Esporte para mudar a vida dos especiais
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terça-feira, 10 de março de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Falar que o esporte pode mudar vidas pode parecer clichê. Porém, apesar de batida, a frase poucas vezes sai do papel e ganha a realidade. Quando encontra alguém com boa vontade e que realmente acredita nos frutos que podem ser colhidos com a prática esportiva, ela é levada a sério e dá resultados. É o caso de um grupo de estágiários da Universidade Norte do Paraná (Unopar), coordenados pelo professor Mário Molari, 40 anos. Por meio de um projeto de extensão da faculdade, eles levam a educação física à alunos de escolas especiais.
O projeto atende pouco mais de 100 crianças e adultos das Apaes de Arapongas e Rolândia, do Centro Ocupacional Londrinense (COL), do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) e da Associação dos Portadores de Síndrome de Dow (APS Dow) e procura desenvolver as habilidades neuromotoras, aeróbicas, de flexibilidade e força dos alunos.
Para atingir os pontos propostos, os professores trabalham diversas modalidades. O karatê é uma delas. A gente trabalha equilíbrio, agilidade, coordenação motora, tempos de movimentos, raciocínio do sistema nervoso, lateralidade, entre outros aspectos, contou Molari.
Segundo o professor, a prática sistemática de qualquer modalidade pode melhorar e muito a qualidade de vida dos praticantes. As crianças que praticam regularmente têm suporte para viver o dia-a-dia, para brincar e até melhorias na alfabetização, enumerou Morali.
Porém, o número de crianças que participa de projetos semelhantes ainda é pequeno. Muitas vezes, a culpa disso é da superproteção dos pais. Por outro lado, a falta de profissionais especializados é outra barreira significativa. Para trabalhar com crianças especiais, você tem que ser um professor bem resolvido e com objetivos mis claros, além de ter virtudes como paciência, responsabilidade e solidariedade. Professores sem o perfil caem na área e dão os exercícios muito rápido e as crianças não pegam. Precisa planejamento para trabalhar com defasagens, orientou.


