As histórias de Silvia e Mafalda mostram como o esporte pode ser benéfico para a saúde física e mental de quem tem depressão. De acordo com o médico psiquiatra, Luiz Alberto Alves Nunes, hoje em dia, muitos profissionais recomendam a prática de atividades físicas para seus pacientes como forma de complementar o tratamento da doença. ''A explicação técnica disso é simples. Se uma pessoa que não pratica esportes sai correndo, no outro dia vai sentir dores. O mesmo não ocorre com um maratonista, devido ao nível do neurotransmissor endorfina que vai sendo produzido a cada dia. É uma espécie de analgésico corporal e que também provoca uma sensação de prazer''.
Embora os benefícios do esporte sejam inegáveis, não substituem o tratamento médico da depressão, seja pela aplicabilidade dos remédios antidepressivos, mas também pela condição em que se encontra o organismo da pessoa. ''A pessoa com depressão vai ter uma baixa de neurotransmissores e naturalmente sofre mais dores do que quem não tem a doença. Se for fazer o esporte sem o medicamento, não vai ser diferente, vai sentir dor'', explica o psiquiatra.
O médico ainda ressalta a importância do esporte para que o paciente pare de usar medicamentos que possam causar dependência. ''Ao contrário do que se pensa sobre os antidepressivos, os remédios que causam dependência são os calmantes e tranquilizantes, que são usados quando necessário e em alguns casos vão sendo retirados. Quase todo mundo que pratica esportes se entusiasma e com o tempo vai largando essa medicação''. (J.F.)

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