Esporte de Londrina busca o 'torcedor perdido'
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Jaime Kaster<br>Equipe da Folha 
Londrina - Há muito tempo Londrina não lota mais os seus ginásios como acontecia até 2003, quando a cidade contava com um time de basquete que atraía mais de 8 mil torcedores ao Moringão e era competitivo no Campeonato Nacional da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Hoje a cidade continua com o seu time de basquete masculino (Inesul) disputando o Campeonato Nacional da CBB, mas não tem mais o mesmo apelo da equipe anterior, dirigida pelo técnico Enio Vecchi entre 1997 e 2005. Londrina também tem uma grande equipe masculina de handebol (Unopar/FEL/Sercomtel) na Liga Nacional e outra de futsal se destacando na Chave Ouro do Paranaense (o Colégio Londrinense/FEL). Isso sem falar no futsal feminino da Unopar, que é o melhor do Paraná há anos, campeão brasileiro em 2006 e que orgulha Londrina nas competições nacionais.
Porém, apesar de tantas opções e de todos os esforços de divulgação da imprensa local, da Fundação de Esportes (FEL) e dos treinadores das equipes, os ginásios estão quase sempre vazios.
Para o técnico da Unopar, Giancarlos Ramirez, o público no Pan de Clubes, realizado na cidade, foi acanhado porque ainda não havia começado a Liga Nacional, ''quando temos tradicionalmente uma frequência maior''. ''Mas temos um problema que é o tamanho do Moringão. Ele é muito grande e só cria um clima legal para o torcedor nas semifinais ou na final da Liga, quando vão mais de 4 mil pessoas por jogo. O que precisaríamos era ter em Londrina um ginásio menor para as nossas modalidades, para 2 mil ou 3 mil torcedores, e mais moderno que o Moringão'', sugeriu.
O técnico da Inesul/Londrina, José Eduardo Vicente, o Leitinho, reconhece que o Moringão hoje não passa nem perto do que era quando ele era jogador. ''Jogando por outras equipes de basquete cansei de ver aqui o Moringão lotado ou com pelo menos 4 mil pessoas nos jogos do Londrina. Hoje vem muito pouca gente nas nossas partidas. Temos que reconquistar esse torcedor que gosta de basquete na cidade'', afirma.


