Londrina - Segundo Ricardo França, o esforço da equipe londrinense, que carece de patrocínio para participar de torneios em outros estados, já rendeu lugar entre os melhores do país. Representantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso costumam ter trabalho para derrotar os paranaenses. ''Da última vez que participamos de um torneio de equipes, enquanto havia equipe com 30 ou 40 atletas, fomos com 10 e ainda trouxemos o vice campeonato'', relembra França, orgulhoso.
Outro momento curioso foi vivido por Nilton Rodrigues, que chegou a viajar para São Paulo para disputar um campeonato sem nenhum dinheiro no bolso. ''Com a cara e a coragem eu consegui ficar em quarto lugar jogando com as duas mãos. As pessoas que disputam fazem por amor, por vontade'', opina.
As esperanças dos jogadores de braço de ferro melhorarem suas condições de competição depende da inclusão do esporte nos Jogos Olímpicos. França acredita que tal visibilidade possibilite a formação de um público cativo e, quem sabe, abrir as portas para futuros patrocinadores. ''É o nosso maior desafio, coisa muito difícil para esporte amador. Por enquanto, nosso esforço vale apenas o status de atleta'', afirma. (R.O.)

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