A febre verde e amarela que atinge os brasileiros na época de Copa do Mundo parece não afetar o movimento nos sebos que comercializam material histórico sobre a maior competição do futebol internacional. Mesmo com disponibilidade de revistas, livros e discos sobre o tema, a procura não aumentou com o início do Mundial da Alemanha.
É o que garante Antonio Basques, proprietário de um sebo na área central de Londrina. ''Houve uma procura por revistas antigas como Manchete Esportiva e Placar e por um livro com a história das Copas. Mas não muita'', revelou. Ele disse que nas últimas Copas, em 2002 e 1998, o movimento também não cresceu com a realização dos jogos.
As maiores relíquias do sebo são LPs das Copas de 1958 a 1970, com músicas feitas especialmente para a torcida brasileira. O preço varia em torno de R$ 40 a R$ 60, devido ao valor histórico do material. ''Acho que o brasileiro se desligou um pouco do futebol até por causa dos escândalos e das maracutaias nos campeonatos. Não há tanto amor ao futebol'', analisou.
Já Roque Alves, que também é dono de sebo no centro da cidade, considera que existe um ''preconceito dos intelectuais'', tradicionais frequentadores de lojas de livros usados, contra o esporte em geral. ''Eu sou um exemplo. Quando era jovem eu jogava bola, mas minha mãe queria que eu jogasse e me dedicasse aos estudos porque futebol era coisa de malandro'', relata. E ele acrescenta que esse preconceito ainda existe por parte de muitos intelectuais, que consideram a paixão pelo esporte uma ''coisa ilógica.''
Apesar do preconceito, a esperança de uma boa campanha do Brasil permanece para os comerciantes do ramo, até porque pode aumentar, e muito, a chance de vender material da Copa do Mundo. (F.R.F.)

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