São Paulo, 27 (AE) - Os paraguaios acompanham pela TV a cabo os principais jogos do futebol brasileiro. Apesar das informações sobre os clubes do Brasil cruzarem a fronteira via satélite, os rivais de Corinthians e Palmeiras na Copa Libertadores da América enviaram seus espiões para ver, ao vivo, o confronto de hoje, no Morumbi. O brasileiro Cláudio Café
que acumula as funções de preparador físico e auxiliar-técnico do Cerro Porteño, e o uruguaio Luís Cubilla, técnico do Olimpia, anotaram cada detalhe dos próximos adversários de suas equipes na Libertadores.
"Todos conhecem a força de Corinthians e Palmeiras, mas queremos saber como está o futebol deles atualmente", justificou Café. O preparador físico trabalha no Cerro Porteño com outro brasileiro, o treinador Jair Pereira, que preferiu ficar no Paraguai. "Ele (Pereira) achou melhor ficar lá e não interromper a preparação da equipe para estes jogos que serão difíceis", contou Café. No time, jogam ainda os brasileiros Paulo Roberto, veterano lateral-direito, e Gauchinho, revelação do interior paulista.
Na quarta-feita, Cerro e Olímpia fizeram a estréia no Grupo 3, com vitória do Cerro por 4 a 3. Neste jogo, entrou em cena a versão brasileira da espionagem. O sogro do lateral-direito Arce
do Palmeiras, contratou uma pessoa para gravar a partida. A fita já está nas mãos do técnico Luiz Felipe Scolari. Na próxima semana, o confronto entre paraguaios e brasileiros já começa. O Palmeiras enfrenta o Cerro na quarta e, o Olimpia, na sexta-feira, ambos fora de casa. Depois, será a vez dos Corinthians ir para Assunção.
O técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, que levou o Corinthians à Libertadores com o título brasileiro do ano passado, acompanhou a partida de hoje das tribunas do Morumbi. "É um clássico sem favoritos", comentou Luxemburgo.
Apesar do clima de rivalidade entre as torcidas de Palmeiras e Corinthians, não foi registrado nenhum caso grave de violência pela Polícia Militar, hoje, no Morumbi, antes da partida. O 2º Batalhão de Choque da PM, responsável pela segurança no clássico
contou com 186 homens dentro do estádio e outros 82, do lado de fora. A torcida do Corinthians foi maioria no estádio.
O lateral-esquerdo corintiano Silvinho, machucado, assistiu ao primeiro tempo das numeradas, mas foi embora no intervalo por se sentir importunado pelos torcedores.

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