Ed Carlos Rocha
De Curitiba
O Paraná Clube acertou ontem a contratação de Valdyr Espinosa (foto) para ser o novo técnico do time no Campeonato Brasileiro. Espinosa substitui Márcio Araújo, que foi demitido na última segunda-feira. O novo treinador chega hoje pela manhã em Curitiba.
Com 52 anos, Espinosa, que já passou por vários clubes do Brasil e alguns do exterior, tem como destaque no currículo o título de campeão mundial interclubes pelo Grêmio, em 83. Em 98, dirigiu o Coritiba em boa parte do Brasileiro, deixando a equipe nas primeiras colocações antes de se transferir para o Botafogo (RJ). Atualmente vinha trabalhando como comentarista esportiva numa emisssora de televisão.
Espinosa chega pela manhã e já deve assinar contrato. Ontem, por telefone, o treinador disse que começa a trabalhar à tarde, preparando o time que enfrenta o Flamengo, domingo, no Maracanã, partida na qual o tricolor terá a incumbência de tentar a reabilitação no campeonato. Na estréia perdeu por 2 a 0 para o Santos, em Curitiba.
Como ainda não conhece bem o grupo, o novo treinador deverá se basear muito nas informações do auxiliar Dinosío Filho, que até já estava escalado para dirigir a equipe no domingo, caso não fosse contratado um técnico a tempo. ‘‘Estou aqui para ajudar. Sozinho ou com um novo treinador vamos montar um time para ganhar do Flamengo no Rio’’, disse Dionísio.
Se se basear mesmo nas informações de Dionísio, Espinosa deverá promover no domingo as estréias do zagueiro Edinho Baiano, do volante Pingo e do meia Nélio. Edinho ficou no banco de reservas na partida contra o Santos. Os outros dois, que foram as últimas contratações do Tricolor, estavam em trabalho de recondicionamento físico.
Ontem à tarde, os jogadores, antes de saber que o treinador seria Valdyr Espinosa, disseram estar chateados com a saída de Márcio Araújo, mas que um outro profissional provavelmente iria motivar ainda mais o grupo. ‘‘O Márcio vinha fazendo um bom trabalho e nem sabemos ao certo por que foi demitido. Mas, agora, o que temos que pensar é que um novo trabalho será iniciado e que temos que nos esforçar para conseguir um lugar no time’’, disse o zagueiro Adílson, que jogou em 86 com Márcio Araújo no São Paulo.
Para o meia Jorginho, também bastante amigo de Márcio Araújo, a demissão do treinador não pode abalar psicologicamente o grupo. ‘‘Todo mundo gostava dele, mas somos profissionais e temos que pensar no melhor para o Paraná, seja quem for o treinador. Quanto à motivação, ela vai acontecer principalmente para quem ainda não tem posição garantida’’, declarou o meia.

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