ESPERANÇA POR DIAS MELHORES
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
FELLIPE LUCENA<br>[email protected] 
Os torcedores que só conseguiram entrar no Pacaembu depois dos dez minutos do primeiro tempo ontem devem ter saído sem entender como o raçudo Palmeiras perdeu por 2 a 1 para o líder Cruzeiro, dono de ataque arrasador que agora soma 23 gols em 11 jogos no Brasileiro.
Os palmeirenses "comuns" aplaudiram após o apito final. Os organizados preferiram pedir reforços. Fato é que, ao contrário do que muitos achavam, os paulistas não foram presas fáceis diante da eficiente equipe mineira. Se Henrique não tivesse perdido dois gols incríveis, o fim seria outro.
A Raposa jogou como campeã por meia hora, enquanto o rival, com cinco mudanças em relação à derrota para o Santos, tentava se achar. Foram dois gols entre os sete e os dez minutos, e mais uma chance clara de Éverton Ribeiro.
O ótimo Ricardo Goulart, artilheiro da competição, agora com sete gols, fez o primeiro. Tobio, que depois receberia inúmeros aplausos por disputar cada bola como se fosse a última, foi deixado para trás por Marquinhos (aquele mesmo, que nada fez no Verdão) no lance. O segundo foi de Manoel, de cabeça, após cobrança de falta. Erro que a defesa cometera já na Vila Belmiro.
Os quase 15 mil alviverdes que matavam a saudade do time ficaram atordoados. Demoraram para assimilar o golpe, fizeram silêncio.
Mas a marcação pressão que Gareca pede nos treinos se fez presente. E a ousadia do técnico levou o Verdão ao ataque. Aos 33 minutos do primeiro tempo, Eguren se machucou e Renato passou a ser o único marcador do meio. Felipe Menezes se juntou a Mendieta na armação.
O Cruzeiro, que não havia tomado sequer um cartão em seus últimos três jogos, apelou para faltas. Tomou cinco, teve de tirar Lucas Silva e Egídio para evitar expulsões e levou gol de bola parada: Tobio, após cruzamento de Felipe Menezes.
O time cresceu, o estreante Mouche entrou bem e quase marcou um belo gol para empatar. Terminou no 4-2-4, com o jovem Érik ao lado de outros três atacantes. Foi por pouco...





