Esperança de ir a Sydney dá forças a Manzan
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quarta-feira, 09 de fevereiro de 2000
Por Heleni Felippe 
São Paulo, 09 (AE) - O triatleta Alexandre Manzan, de 25 anos, 1,68 metro e 62 quilos, tem a virtude da paciência. Depois de passar os últimos oito meses sem poder correr e, portanto, longe das provas, por causa de uma lesão no joelho esquerdo, o brasiliense volta a competir no domingo tentanto recuperar o tempo perdido e somar pontos no ranking mundial. É a segunda vez que Manzan, um dos melhores triatletas do Brasil, interrompe sua carreira. Em 1997, foi atropelado por um motorista imprudente, dirigindo uma Brasília, e ficou cinco meses afastado. "Paciência é a palavra-chave para esperar o corpo reagir."
Confessa que tem esperanças de somar pontos suficientes no ranking a tempo de ir à Olimpíada. Atualmente, é o terceiro melhor do País (o 70.º do ranking). "Fiquei quase um ano sem pontuar, mas vou tentar a recuperação."
Manzan volta a competir domingo, a partir das 9h30, na Praia do Boqueirão, em Santos, no 9.º Bliss Sport Track & Field Triathlon Internacional, disputado na distância olímpica (1.500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e 10 quilômetros de corrida). É uma das duas seletivas para o Campeonato Mundial, dia 30 de abril, em Perth, Austrália.
Em 96, Manzan foi vice-campeão do Circuito Mundial. Depois do acidente, venceu a etapa do Circuito Mundial de Gamagori, no Japão, em 98. Para conseguir a vaga olímpica Manzan pensa em competir em sete provas do Circuito Mundial, entre março e abril.
Manzan, que pratica o esporte desde 90 por influência de amigos de Brasília, disse que a prova deste domingo será um teste para seu corpo, principalmente a corrida, modalidade em que seu desempenho é mais fortes entre as três que compõem o triatlo.
O atleta tem o patrocínio do Pão de Açúcar e da Rainha, suficiente para manter-se no esporte. "Se o triatleta ganhasse pelo esforço físico que faz, seria mais bem remunerado que um jogador de futebol."


