Rio - Poucas vezes a tristeza foi capaz de derrotar a alegria, nas disputas de finais do Troféu Brasil Maria Lenk. Uma destas ocasiões ocorreu ontem, quando a musa da natação brasileira, Mariana Brochado, não conseguiu a classificação para os Jogos Pan-Americanos do Rio. O apoio de amigos, rivais e dirigentes na tentativa de amenizar a dor da atleta foi só um dos exemplos de admiração à nadadora - até então uma das esperanças de medalhas do País na competição continental.
''Não deu. O Brasil está bem representado, pena que não vou estar dessa vez'', lamentou Mariana. ''Um Pan tão especial, dentro de casa, é duro saber que estou fora. Mas fazer o quê?''
Aos 22 anos, Mariana se preparava para disputar pela segunda vez o Pan. Em Santo Domingo, em 2003, ela conquistou uma medalha de bronze nos 200 metros livre, além da prata no revezamento 4x200 metros livre. Na Olimpíada de Atenas ficou em 23.º lugar nos 200 metros livre e chegou à final no revezamento 4x200 metros livre, terminando na sétima colocação.
''Estou treinando muito forte. Tenho me alimentado bem, mas gasto tudo no treino. Ao nadar, não me sinto mal. Só que não deu mesmo'', afirmou Mariana. ''É pegar essa eliminação como motivação, crescer, esfriar a cabeça e seguir em frente.''
Thiago Pereira comprovou mais uma vez sua boa forma e conseguiu o quinto índice provisório para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. O nadador do Minas Tênis abriu a final do revezamento 4x200 metros livre e conseguiu a marca de 1min48s72, que também lhe permite nadar os Jogos Pan-Americanos do Rio - hipótese rechaçada pelo atleta.
''Não vou nadar os 200 metros livre no Pan porque é no mesmo dia dos 200 metros medley, minha principal prova'', explicou Thiago, que já tinha índices para Pequim nos 200 metros e 400 metros medley, 200 metros peito e costas. Com sua desistência, o beneficiado foi Rodrigo Castro, que tem o segundo melhor tempo da prova. O primeiro é de Nicolas Oliveira.

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