Espanhol assume a liderança do rali
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de janeiro de 2001
Agência Estado 
O espanhol Jose María Serviá voltou a liderança da categoria carros do Rali Paris-Dacar depois da sétima etapa disputada ontem, entre Goulimie e Smara, com trecho cronometrado de 420 quilômetros. O espanhol terminou a etapa em segundo lugar. O campeão foi o japonês Hiroshi Masuoka, terceiro na classificação geral.
O francês Jean-Louis Schlesser concluiu a especial em quarto lugar, mas acabou sendo penalizado com uma hora por ter empurrado o carro depois de uma troca de pneus.
A infração aconteceu porque o espanhol Josep María Serviá, também com um Schlesser Megane, o empurrou para ajudá-lo a ligar o motor, o que é estritamente proibido.
Com a punição, Schlesser caiu para o oitavo lugar e perdeu a liderança na lista geral. Com isso, seu compatriota Jean-Pierre Fontenay é o segundo da classificação geral ontem, ele chegou em terceiro lugar.
Entre as motos, o também francês Richard Sainct, apesar de não ter conseguido um bom resultado, terminando a etapa em quinto lugar, continua na primeira posição entre os competidores. O vencedor da etapa foi o espanhol Isidre Esteve, quinto na geral. O italiano Fabrizio Meoni é o vice-líder na geral e ficou em segundo lugar.
Brasileiros Entre as motos, Juca Bala e Jean Azevedo continuam bem na disputa do rali. Bala foi o vencedor da etapa deste domingo, seguido por Azevedo. Na classificação geral da categoria até 400cc, porém, Azevedo é o líder, com Bala em segundo.
Nos carros, Klever Kolberg terminou em segundo lugar, mesma posição que ocupa na classificação geral da categoria T2. Já na T3.2, Reinaldo Varella e Alberto Fadigatti terminaram a etapa na quarta colocação, estão em terceiro lugar na categoria e em 40.º na geral. A colocação de Cacá Clauset e Jorge Nieckele não apareceu na lista geral.
André Azevedo, com seu caminhão Tatra, ficou em quarto ontem e está em terceiro na geral da categoria.
A etapa de hoje será disputada entre Smara e El Ghallâouiya, na Mauritânia, com um total de 628 quilômetros, sendo 619 de especial, o mais longo trecho cronometrado até agora. Os primeiros 93 quilômetros serão de terra e pedra e o restante de areia e dunas.
As ameaças da Frente Polisário, guerrilha defensora da independência do Saara Ocidental, não foram concretizadas. A caravana do rali passou sem problemas pela região. Por causa das garantias dadas pelas autoridades locais, a segurança dos competidores e de todos que acompanham o rali nunca correu risco, afirmou o diretor da prova, Hubert Auriol.


