Espanhóis dizem que Ronaldinho não joga Copa América
Estocolmo - Ronaldinho Gaúcho vai disputar a Copa América entre 26 de junho e 15 de julho, na Venezuela? A questão provoca polêmica e discussão na Europa e, claro, na seleção brasileira. Dunga já afirmou que pretende contar com o que tem de melhor na equipe. Mas abriu a possibilidade de poupar aqueles que se mostrarem desgastados fisicamente. Ronaldinho, político como de costume, afirma ''que é uma alegria defender a seleção sempre'', mas, se o treinador lhe perguntar, vai dizer que prefere férias.
A diretoria do Barcelona não quer que ele perca o período de descanso para servir ao time brasileiro. No ano passado, depois de temporada difícil, em que comandou os espanhóis na conquista da Liga dos Campeões, o craque ficou sem férias por causa da Copa do Mundo. Dirigentes do Barça acreditam que seu rendimento caiu após o Mundial por causa da piora da condição física.
Desde o segundo semestre de 2006, Ronaldinho não consegue repetir o desempenho de 2004 e 2005. Faz algumas ótimas partidas, mas não tem mais a excelente média de antes. O jornal espanhol ''As'' noticiou que Dunga e o meia-atacante já entraram em acordo para que o jogador seja liberado da Copa América.
Ronaldinho pode não ser o único dispensado da competição pelo treinador. Kaká, destaque do Milan, é candidato a ganhar descanso. Além da temporada pesada na Itália, o meia também ficou sem férias há um ano, quando fez parte do time de Carlos Alberto Parreira no Mundial da Alemanha.
Dunga ainda não definiu como armará o Brasil na Venezuela. Mas tem como objetivo preparar o elenco para o início das Eliminatórias, no segundo semestre, e dar experiência a alguns jovens, já de olho na Olimpíada de 2008.
Mercado - Os dois principais jogadores brasileiros do momento esperam, em breve, jogar juntos. Kaká declarou, em Estocolmo, que seria ''maravilhoso'' dividir a responsabilidade de armação no Milan com Ronaldinho. E os dirigentes italianos trabalham para contratá-lo após a atual temporada. ''Se o Barcelona permitir, nós o levaremos'', afirmou Silvio Berlusconi, proprietário do Milan. Berlusconi chegou a dizer que a cláusula de rescisão contratual (125 milhões de euros, cerca de R$ 240 milhões) não será empecilho para o negócio. (Agência Estado)





