Salvador - O jogo da Espanha passa necessariamente pelo meio de campo. O triângulo central tem Xabi Alonso e Busquets como bases e Xavi à frente como distribuidor do jogo. É nesse esquema que a seleção espanhola tem se edificado nos últimos anos. Vale destacar, também, as ótimas jogadas de Iniesta e Jordi Alba pela esquerda. É por ali que nascem boa parte dos gols. "Nosso estilo é muito claro. Queremos sempre dominar o jogo, ter a posse de bola e os jogadores que chegaram à seleção recentemente se adaptaram a isso. É a nossa filosofia", falou Xavi, nesta sexta, em Salvador.
A Espanha, porém, não é só toque de bola. Depois que Diego Costa abriu mão da seleção brasileira, a equipe também passou a contar com a força bruta do atacante do Atlético de Madrid. Após derrubar dezenas de zagueiros na Europa na última temporada - marcou 36 gols -, ele pode ser o centroavante que Del Bosque precisava para resolver partidas mais complicadas, como deve ser o duelo desta sexta.
Outra opção, é jogar sem centroavante, e sim com o "falso 9". Nesse caso, Fàbregas exerceria essa função.
Do lado holandês, o principal desafio do técnico Louis van Gaal é exatamente neutralizar o criativo meio de campo espanhol. Seu objetivo é tirar o adversário da zona do conforto e, para isso, planeja conciliar uma defesa superprotegida e fisicamente potente com contra-ataques e triangulações em velocidade - prioridade dos treinamentos realizados diariamente desde que a delegação chegou ao Rio, na sexta-feira passada.

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