A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Em uma final marcada pelo domínio espanhol durante praticamente toda a partida, a seleção europeia venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, e conquistou o segundo título de sua história na Copa do Mundo. As informações são do UOL.

O gol do bicampeonato saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou para a área, Nico Williams escorou de cabeça para trás e Ferran Torres apareceu livre para finalizar forte, sem chances para o goleiro Emiliano Martínez. O roteiro lembrou a conquista de 2010, quando Andrés Iniesta também marcou no tempo extra para dar à Espanha seu primeiro título mundial.

A equipe comandada por Luis de la Fuente foi superior durante toda a decisão. Com maior posse de bola e volume ofensivo, criou as principais oportunidades desde os primeiros minutos, mas encontrou pela frente uma atuação inspirada de Dibu Martínez. Lamine Yamal desperdiçou uma das melhores chances logo no início da partida, enquanto Dani Olmo, Cucurella, Ferran Torres, Laporte e Cubarsí também levaram perigo. Nos acréscimos do tempo regulamentar, o goleiro argentino ainda evitou o gol ao defender uma cobrança de falta de Yamal.

A Argentina apostou nos contra-ataques e na experiência de Lionel Messi, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades. Bem marcado durante toda a partida, o camisa 10 teve atuação discreta e participou pouco das ações ofensivas da equipe de Lionel Scaloni.

O cenário ficou ainda mais favorável para os espanhóis no fim do tempo regulamentar. Aos 47 minutos do segundo tempo, Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após falta em Cubarsí e foi expulso, deixando a Argentina com um jogador a menos para toda a prorrogação. A Espanha aumentou a pressão, chegou a balançar as redes no primeiro tempo do tempo extra, mas o gol foi anulado por falta na origem da jogada. A insistência foi premiada no início da etapa final da prorrogação, quando Ferran Torres marcou o gol do título.

A campanha espanhola confirmou a força da equipe ao longo do torneio. Depois de estrear com empate diante de Cabo Verde, venceu todas as partidas seguintes, sofreu apenas um gol em toda a Copa — nas quartas de final, contra a Bélgica — e terminou a competição com 14 gols marcados. O título também consolidou a seleção como dona da maior sequência invicta da história entre seleções, chegando a 38 partidas sem derrota e superando a marca de 37 jogos da Itália.

A Argentina encerrou uma campanha que havia sido marcada por sete vitórias consecutivas até a decisão. A equipe buscou classificações dramáticas contra Egito e Inglaterra no mata-mata, mas não conseguiu repetir o poder de reação na final e viu frustrada a tentativa de defender o título conquistado na edição anterior.

A decisão também marcou o encontro de duas gerações do futebol. Aos 39 anos, Messi disputou mais uma final de Mundial, enquanto Lamine Yamal, aos 19, esteve pela primeira vez na decisão e desponta como principal nome da renovação espanhola. O argentino terminou a Copa com oito gols e ficou com a vice-artilharia do torneio, superado por Kylian Mbappé, autor de dez gols e novo maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols.

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