O técnico da seleção espanhola, o argentino Raúl Lozano, tem sérios problemas para armar o seu time para enfrentar o Brasil amanmhã e domingo pela segunda rodada da Liga Mundial de Vôlei. Assim como Brasil, Itália, Cuba e Holanda, a Espanha também vai fazer um rodízio entre os 18 jogadores que têm à disposição para a competição.
Os espanhóis, na verdade, estão de olho no torneio de classificação olímpica que vão jogar em julho. Os atacantes Rafael Pascual, Salvador e o levantador reserva Prenafeta ainda nem se apresentaram. Eles estão descansando depois de uma estafante temporada italiana. Lozano luta também contra contusões de outros jogadores como Vega e De la Fuente.
A seleção brasileira também faz o seu rodízio. Carlão, por exemplo, ficou no Rio em treinamento, assim como Marcelinho, Itápolis, Enoch, Roim e Rodrigão. O técnico Radamés Lattari Filho optou por dar alguns dias de férias aos jogadores antes do início da Liga para tê-los inteiros durante a Copa América, em agosto, última competição antes da Olimpíada de Sydney.
‘‘Todos os jogadores terão a oportunidade de mostrar o que podem fazer’’, garante o treinador. ‘‘Vamos escolher os 12 que irão a Sydney entre os que estiverem jogando melhor.’’ Com isso, Radamés lembra que não poderia dar férias aos atletas em julho ou em agosto. ‘‘Ou era agora ou só depois da Olimpíada, em outubro’’, afirma. ‘‘Em outubro, porém, eles terão de estar à disposição dos clubes para jogar.’’
Giba – O atacante Giba, que foi vaiado domingo pelos torcedores paulistas na derrota para os Estados Unidos, não ficou abalado com o problema. ‘‘Só jogando é que entrarei em quadra e, por isso, fiz questão de jogar e não fiquei aborrecido quando sa풒, lembra. ‘‘Tinha consciência de que estava jogando mal e dei força para o Dirceu, que entrou em meu lugar.’’ Quanto as vaias, o jogador encarou a manifestação da torcida com tranquilidade. ‘‘A torcida não quer saber se estávamos de férias, se estamos treinando muito ou não’’, lembra. ‘‘Ela quer nos ver jogar e sei que não estava bem.’’

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