São Paulo - Mesmo classificada em primeiro lugar no seu grupo com pontuação máxima, a seleção espanhola não acredita ter um jogo fácil diante da Irlanda, hoje, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo.
Prova de que as três vitórias – sobre a Eslovênia (3 a 1), Paraguai (3 a 1) e África do Sul (3 a 2) – não colocam os espanhóis como favoritos é o próprio discurso que comissão técnica e jogadores adotaram de que a boa campanha da primeira fase não terá influências sobre a segunda.
‘‘O Mundial começa agora. Temos uma partida que, se ganharmos, vamos adiante, se não, voltamos para casa’’, disse o treinador da equipe ibérica, José Antonio Camacho.
O adversário da Espanha nas oitavas-de-final vem de uma campanha mais fraca, com dois empates em 1 a 1 (Camarões e Alemanha) e uma vitória de 3 a 0 sobre a Árabia Saudita. Mas, até pelo fato de terem sobrevivido ao Grupo E – mais forte do que o B, onde estavam os espanhóis –, Camacho pediu a seus jogadores respeito aos rivais e até aceita a eliminação.
‘‘Não temos a obrigação de avançar. Isto é um jogo, um Mundial, e o que temos de fazer é desfrutar do fato de termos alcançados alguns objetivos que não eram atingidos há muito tempo’’, afirmou o treinador, se referindo à ausência de 52 anos de vitórias em partidas de estréias – tabu quebrado com os 3 a 1 sobre os eslovenos.
Para o comandante espanhol, uma das principais forças da equipe da Irlanda é a força física dos jogadores que faz com que todos tenham condição de atacar e defender.
Embora já tenha definido qual time entrará em campo hoje, o treinador espanhol não irá divulgá-lo. ‘‘Todos podem jogar’’, despista Camacho.
O mais provável, porém, é que o técnico escale os jogadores que iniciaram as partidas contra Eslovênia e Paraguai.
O único atleta com o qual o treinador não poderá contar é o meia Albelda, que passou grande parte da temporada se recuperando de uma lesão no púbis.
Já o atacante Tristán se recuperou de uma contusão muscular mas, embora, tenha recebido alta médica, não deverá começar jogando contra os irlandeses.
Embora temida pelos espanhóis, a seleção irlandesa admite que os favoritos são os adversários e já até cogita que o jogo será decidido na morte súbita ou nos pênaltis.
‘‘Continuaremos jogando do mesmo jeito se formos para a prorrogação contra os espanhóis. Não gosto da morte súbita. Não é o meu jeito preferido de terminar um jogo, mas também não acho que decisão nos pênaltis seja melhor’’, afirmou o técnico irlandês, Mick McCarthy, que também não deverá fazer mudanças no time.
Sem o principal jogador de seu país, o meia Roy Keane, que foi cortado da seleção após discutir com o treinador, a Irlanda procura ao menos repetir diante da Espanha sua melhor campanha em três Mundiais disputados – o oitavo lugar na Copa da Itália-90.




EM SUWON
ESPANHA
Casillas; Puyol, Hierro, Nadal e Juanfran; Baraja, Helguera (Luis Enrique) e De Pedro; Valerón; Raúl e Morientes. Técnico: José Antonio Camacho
IRLANDA
Given; Finnan, Staunton, Breen e Harte (McAteer); Gary Kelly, Holland, Kinsella e Kilbane; Duff e Robbie Keane. Técnico: Mick McCarthy
Árbitro: Anders Frisk (Suécia)
Estádio: Suwon World Cup (Coréia)
Horário: 8h30 (de Brasília)

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