Imagem ilustrativa da imagem ESPAÇO DO LEITOR
| Foto: Caio Marcelo/Especial/Diário Catarinense



Li na última edição do De Primeira (24/10) um texto que me deixou um tanto chateado e, ao mesmo tempo, me fez repensar em minhas atitudes como torcedor e amante do futebol. Meu sonho desde pequeno era ir ao estádio ver o Tubarão, mas infelizmente nunca tinha alguém para me levar. Da minha casa, conseguia avistar o Estádio do Café todo iluminado e algumas vezes também o VGD e imaginava como seria lá dentro, queria aprender os cantos da torcida, queria camisetas, bolas, mas tudo o que eu ganhava eram coisas do Corinthians. De certa forma, aquilo me doía. Fui morar em Presidente Prudente (SP) e resolvi torcer para o São Paulo, mas meu sonho mesmo era ver o Londrina jogar, aquele LEC de Nem & Cia., mas o que fazer quando a família é parte corintiana e parte são-paulina e tudo o que você aprende é torcer pro eixo? Cresci, vieram trabalho, estudo e a vida era tomada de obrigações, e eu continuava olhando o estádio e querendo estar lá. Em 2009, foi a primeira partida que vi: matei aula da faculdade e fui escondido. Assim realizei um sonho, desde então a paixão só cresceu. De 2014 pra cá, não perdi nenhum jogo aqui, fiz algumas viagens e desde a final do Paranaense, entendi que não tem lugar para dois times. Não podemos simplesmente aceitar que a cultura do "eixo" seja mais forte, não podemos aceitar um time "ecumênico", pois isso nos faz sermos motivos de piadas por aí. Isso mostra que não valorizamos o que temos e por isso sofremos tanto com más administrações, por isso quase fomos extintos e se continuarmos a pregar que podemos sim ter dois times, qual exemplo deixaremos para as próximas gerações? Sofreremos tudo de novo?

IRATAN PEDRO DE ALMEIDA RUGILA (autônomo) – Londrina

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