Espaço deverá abrigar Laboratório Olímpico
Rio - O Laboratório Olímpico e o Centro Olímpico de Desenvolvimentos de Talentos (CODT) são a promessa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para tornar o Parque Aquático Maria Lenk em uma estrutura produtiva. O objetivo é que o local dê retorno, em forma de futuros medalhistas, ao investimento feito para erguê-lo e mantê-lo em bom estado. E isso, claro, exigirá nova injeção de recursos, que ainda está em fase de captação, segundo o COB.
A grande vedete é o Laboratório Olímpico, projeto mantido até então em sigilo e que ainda será anunciado oficialmente. O COB diz que serão necessários R$ 13 milhões para implantá-lo, valor que será captado por meio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Laboratório seria um centro de estudos científicos, com o objetivo de equiparar a preparação do Brasil com a das principais potenciais do mundo. Lá seriam feitas pesquisas nas áreas de bioquímica, biomecânica, fisiologia do exercício, fisioterapia esportiva, gestão aplicada ao treinamento, medicina esportiva, nutrição, psicologia esportiva, tecnologia da informação aplicada ao treinamento e treinamento desportivo.
Mas tornar ainda melhores os atletas de alto nível não basta. É preciso descobrir talentos e formar novos medalhistas, tarefa na qual o Brasil tem fracassado clamorosamente. Para cada atleta revelado, centenas de jovens são desperdiçados pela falta de oportunidade e estrutura. Por isso a importância do centro de desenvolvimento de talentos.
O CODT, promessa antiga do COB, custará R$ 11,4 milhões, a serem arrecadados pela Lei de Incentivos Fiscais. O objetivo é atender atletas entre 12 e 17 anos, em 11 modalidades: badminton, ciclismo, levantamento de peso, judô, lutas, nado sincronizado, natação, polo aquático, saltos ornamentais, tae-kwon-do e tênis de mesa. A seleção será feita em escolas, centros esportivos e vilas olímpicas da Prefeitura.
A meta é beneficiar entre mil e 1,5 mil jovens até o fim do primeiro ano de funcionamento. Além do treinamento esportivo, eles receberão reforço alimentar e terão benefícios, como cursos de iniciação em informática, inglês, espanhol e acompanhamento educacional.
A estimativa é de que o Laboratório Olímpico fique pronto, com a chegada de parte dos equipamentos, em meados de setembro. Mas a previsão para o início das obras não foi divulgada. O CODT nem sequer tem uma data estimada para início ou conclusão. (L.M./A.E.)





