Esgotados ingressos de arquibancada para a final
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ainda estava na fila. "Nem sei se vou conseguir meu ingresso"
lamentava. "É um desrespeito com o torcedor", disse. Da fila, Marcondes tentou utilizar o serviço de venda de ingresso por telefone, mas não teve êxito. "Sá dava ocupado", contou. As bilheterias do Pacaembu, que deveriam ter sido abertas às 10 horas, só foram liberadas 40 minutos depois. Os ingressos, em poder da Federação Paulista de Futebol, eram liberados aos poucos, segundo o major Marcos Marinho, subcomandante do 2º Batalhão de Choque da PM. "A razão é evitar confusão", explicou. Por volta das 13 horas, a notícia de que não havia mais ingressos para os setores de arquibancada deixou indignados vários torcedores. Às 15 horas, porém, mais 2 mil ingressos, do setor amarelo, chegaram ao Pacaembu. Acabaram-se rapidamente. No Morumbi, as bilheterias foram abertas apenas às 11 horas. Lá, a venda dos ingressos foi ainda mais tranquila. No Parque São Jorge, não houve venda. Quem foi ao local pela manhã foi informado de que só conseguiria ingressos no Pacaembu ou Morumbi. Cada torcedor podia comprar, no máximo, três ingressos, o que não foi suficiente para inibir a ação de cambistas. Mulheres grávidas foram usadas para chegar com mais rapidez às bilheterias. (Colaborou Rafael Aguiar)Por Emerson Couto São Paulo, 20 (AE) - Ninguém quis ficar fora na decisão. À meia-noite de hoje, poucas horas depois da vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre o Atlético Mineiro, torcedores já começavam a chegar ao Pacaembu. Eram cerca de 60 pessoas. A fila para comprar ingresso para o jogo de quarta-feira, o terceiro contra os mineiros, às 16 horas, no Morumbi, na decisão do Campeonato Brasileiro, foi formada ao longo da madrugada. Apesar da grande procura, a Polícia Militar organizou a venda dos bilhetes e não houve tumulto, ao contrário de quinta-feira, quando os ingressos para o segundo jogo foram colocados à venda. Segundo a PM, não há mais ingressos de arquibancada para a partida. Sobraram apenas cadeiras numeradas. Para aumentar o sofrimento do torcedor, o sol forte castigou quem ficou horas na espera. Uns improvisaram chapéus com jornais. Os ambulantes aumentaram o faturamento. Quando os ingressos começaram a ser vendidos no Pacaembu, no fim da manhã, as duas filas dobravam a Praça Charles Muller e subiam as Ruas Desembargador Paulo Passaláqua e Itápolis. O corintiano Eduardo Marcondes, de 19 anos, chegou às 7h30 e já se deparou com cerca de 500 pessoas. Às 14h30, sete horas depois