São Paulo - Cinco das sete montadoras que investem na Fórmula 1, Fiat-Ferrari, BMW-Wiliams, Mercedes-McLaren, Renault e Ford-Jaguar associaram-se para, caso não haja uma profunda reestruturação em tudo o que concerne o evento, em especial a distribuição dos recursos gerados pelo Mundial, criar seu próprio campeonato, o Grand Prix World Championship. (GPWC).
As relações entre as equipes e a Slec, a holding que detém os direitos da Fórmula 1, são regidas por um conjunto de normas estabelecido em comum acordo, originário, a rigor, ainda em 1982, quando um impasse entre a associação das escuderias na época, Foca, presidida por Bernie Ecclestone, teve de ceder e repassar à FIA uma parte maior do que arrecadava.
Ao longo dos anos o documento firmado, conhecido como Pacto da Concórdia, recebeu várias emendas, sendo que uma delas, um pouco mais abrangente, o redefiniu como Acordo da Concórdia. É esse documento assinado também pelos representantes das equipes que autoriza Ecclestone, legalmente, a ficar com 53% do dinheiro gerado pela Fórmula 1. O Acordo da Concórdia tem validade até o fim de 2007. É por esse motivo que as montadoras estão anunciando o seu Grand Prix Wold Championship a partir de 2008. Mas ele só irá mesmo existir se todas as bases do negócio não forem revistas.
Hoje o dirigente inglês de 72 anos tem três sócios na Slec, os bancos JP Morgan Chase, Lehhman Brothers e Bayerische Landesbank. Esses bancos financiaram para o grupo do alemão Leo Kirch a aquisição de 75% da Slec. Como Kirch quebrou e não pagou a dívida, os bancos assumiram a empresa. Os outros 25% são de Ecclestone. (A.E.)

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