Escolinha faz vôlei de praia, enfim, decolar
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Pouco utilizadas em anos anteriores, as quadras de areia do aterro do Lago Igapó 2 agora estão sendo 100% utilizadas por crianças e adolescentes de todas as idades. Nos espaços que antes eram usados para peladas de futebol nos dias de semana, agora funcionam quatro quadras de vôlei, todas demarcadas e com a areia limpa - resultado da realização da etapa do Circuito Brasileiro Banco do Brasil na cidade, em março.
Quem decidiu tomar conta de vez do espaço foi a Associação Londrinense de Judô (ALJ), que apesar de cuidar mais da arte marcial, teve o seu projeto de vôlei de praia aprovado no início do ano pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL).
Na prática, a associação cedeu a sua estrutura para o projeto de formação da ex-jogadora de vôlei Ivomary Ramos, que é esposa do diretor da ALJ, Marcelo Missaka. Ivomary jogou 15 anos nas quadras e foi atleta da equipe de Londrina que disputou a Superliga Feminina entre os anos de 1996 e 1999. Disputou também várias edições dos Jogos Abertos (JAP's) no vôlei de quadra e de praia, e participou de etapas do Circuito Banco do Brasil.
Aprovado o projeto, a ALJ assumiu a implantação de uma escolinha para crianças a partir de 9 anos e, paralelamente, a preparação das equipes locais para os Jogos da Juventude do Paraná (Jojup's), que serão disputados em Paranavaí, em setembro.
Os convites para a garotada vir aprender na arena do Igapó começaram em março. Mas foi em abril que a procura deu um salto, após a realização, por parte da FEL, da 1 etapa do Circuito Londrinense de 2007 e do Festival de Iniciação para Crianças. Atualmente a escolinha conta com 25 a 30 crianças de 9 a 14 anos, que se reúnem às segunda, quartas e sextas-feiras para treinar, a partir das 15 horas. E há também os adolescentes que treinam para as competições, que são 20 em média.
Ivomary, que tem a ajuda de cinco estagiários da Unopar (onde ela dá aula), diz que ainda não visitou as escolas da cidade para divulgar o projeto. ''Se vier todo mundo de uma vez, não teremos bolas e nem estrutura para atender todo mundo'', afirma.
Das crianças, algumas vêm de longe para aprender. João dos Reis Isidoro, 12, mora no Jardim do Sol (Zona Oeste) e Douglas Kenji Costa, 13, no Jardim Montecatini, em Cambé, atrás do Parque Ney Braga. ''Comecei há duas semanas e já vi que gosto mais do vôlei do que de futebol. Vai ter campeonato neste final de semana e já vou querer participar'', avisou Douglas. Taís Vieira, 9, do Jardim Itamaraty (Zona Oeste) é uma das mais novas do grupo e se queixa que os meninos (os jogos são mistos) reclamam dela por deixar a bola cair no chão. ''Eles não têm paciência. Eu tô aprendendo ainda'', comentou.


