Escolinha do professor Oswaldo
Não é só o professor Jair Picerni que está com problemas com seus alunos. Seu colega de infortúnio, o professor Oswaldo de Oliveira também tem, com menos gravidade, a mesma preocupação. Os seus meninos estudam em escola particular. São chamados de pó-de-arroz, a merenda é boa tem frutas e até danoninho. Mas na hora do estudo perdem ponto até para os garotos da escola do Paysandu. Algumas vezes chegam a perder por 5 a 2.
Os alunos do professor Oswaldo que sentam lá na frente até se empenham mais, não erram tanto nas provas, mas o pessoal da cozinha é muito imaturo. Alguns deles morrem de medo do Bicho-Papão, apesar de há um bom tempo terem entrado na idade adulta.
O garoto Gabriel é o típico rebelde sem causa. É um dos que ficam lá na cozinha da classe. Papai Wladimir, que foi bom aluno deve ter dito para o filho que ele tem futuro. Todo pai diz isso. Mas quando Gabriel tenta imitiar o progenitor (de onde eu tirei isso?) o garoto mais parece jogador mochila, aquele que só leva nas costas.
- Vamos lá garotos, o professor precisa que vocês se empenhem, diz o professor Oswaldo.
- Aula de matemática. Ricardinho, conte até 5.
- Professor, desculpe, eu tenho um trauma de infância e esse número provoca erupções na minha pele, parece espinha, posso pular essa?, diz o jovem já de cabelos brancos.
- Então você, Rogério Ceni, que é pentareservão, responda: 5 a 2 é goleada?
- Depende professor. Quando nós ganhamos é goleada, quando nós perdemos é acidente de percurso, responde o garoto que tenta seguir os passos do ídolo São Marcos.
O professor não sabe mais o que fazer com a classe. Não tem mais controle sobre a classe, mas insiste.
- Vamos falar sobre lendas brasileiras, sugere Oswaldo. Todos conhecem o saci-pererê, o curupira... o bicho-papão...
A sala fica em silêncio por alguns segundos, depois Oswaldo se dá conta de que tem que encerrar a aula, os alunos caem em prantos, ninguém consegue consolá-los...
- Não foi o início que o Londrina esperava. A derrota para o São Raimundo, em Manaus, por 3 a 2, pode até ser considerada normal, mas serve de alerta. Ponto que se perde não se recupera.
- É o caso da Portuguesa Londrinense, que continua com fama de mulher de malandro, só apanha. Está na hora do time reagir. Duas derrotas na seletiva para a Série C do Brasileiro colocaram a equipe no bico do urubu. Difícil querer voar alto deste jeito.
- Ninguém acreditava, nem eu, confesso, mas o Londrina Basquete está fazendo um trabalho de arrepiar. A vitória contra o Mogi, além de garantir a classificação para os playoffs, lavou a alma da torcida que há muito esperava ver o time de novo entre os oito melhores do Campeonato Nacional. Parabéns ao técnico Ênio Vecchi e a todo o time.





