Santos, 01 (AE) - O técnico Leão teve hoje a primeira contrariedade nos preparativos para a decisão de quarta-feira, contra o Vasco da Gama. Ele pretendia que o jogo fosse disputado no Pacaembu e esse foi um dos pontos que conversou com os jogadores ainda nos vestiários do Maracanã. Mas o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, acabou com essa pretensão, ao informar que o regulamento prevê apenas o Morumbi para essa partida.
Os dirigentes apoiaram o treinador e deixaram o Maracanã falando que a partida seria no Pacaembu. Informaram que a opção por esse estádio estava baseado nas melhores condições do gramado e da iluminação. O estádio municipal é também mais fácil de lotar e os santistas contam com a pressão dos torcedores para vencer o Vasco da Gama por uma diferença mínima de dois gols.
Hoje pela manhã, o presidente Samir Abdul-Hak informou que desconhecia o item do regulamento citado por Farah que reservava Maracanã e Morumbi para as finais do Rio-São Paulo e que o Santos tinha optado pelo Pacaembu. "Se houver algum dispositivo contrário no regulamento, então teremos de mudar, em respeito às regras de jogo", disse ele, que pensava que a final poderia ser disputada em qualquer dos campos paulistanos. Esclareceu que o mando de jogo era da FPF.
Foi no Pacaembu, em 95, que o Santos passou por uma situação parecida como essa. Havia perdido do Fluminense por 4 a 1 no Rio e acabou ficando com a vaga para a final ao vencer o adversário no jogo de volta por 5 a 2. Esse foi um dos motivos que levaram a comissão técnica e os dirigentes a escolher o Paulo Machado de Carvalho para essa partida decisiva, mesmo sabendo que o regulamento impedia isso. Por isso, a atitude dos santistas foi considerada uma tentativa de provocação, como parte da guerra de nervos para o jogo final.

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