Com três autódromos (Pinhais, Londrina e Cascavel) sediando provas internacionais e nacionais de automobilismo, além de disputas de motos, o Paraná vem sendo nos últimos anos um estado que tem ‘exportado’ vários pilotos para o exterior. São os casos dos curitibanos Enrique Bernoldi, atual líder da F-3 inglesa; Wagner Ebrahim, que corre na F-Opel européia; Sérgio Paese, na Indy Lights; e o londrinense Paulo Isper, na F-Renault da Inglaterra, sem contar os que competem aqui no Brasil. Agora, duas escolas de pilotagem estão em vias de montarem ‘filiais’ em Londrina e Pinhais.
Desde a semana passada está em Londrina o inglês Jeremy Howkins, que é coordenador de marketing da Silverstone Driving Centre, considerada uma das mais conceituadas escolas do mundo. Jeremy, que veio a convite do piloto Paulo Isper, ‘embaixador’ de Londrina na Europa, recebeu uma carta de intenções do prefeito Antonio Belinati, para um intercâmbio esportivo, cultural e tecnológico com aquela escola de pilotagem inglesa.
Em sua primeira visita ao autódromo, onde deu algumas voltas pelo circuito, Jeremy Howkins gostou do que viu. ‘‘Quem pilotar aqui anda em qualquer pista do mundo’’, disse o inglês. Para ele, o Brasil ‘‘é um excelente mercado e o autódromo precisa ser utilizado, não somente em corridas’’. Howkins não quis adiantar nada sobre a possível instalação da escola em Londrina, pois tudo vai depender dos dados que ele levar para a Inglaterra e do apoio da cidade para o projeto ser implantado.
Existindo a 15 anos, a Silverstone Driving Centre funciona 350 dias por ano, sendo que 80% dos clientes é formado pelo público em geral e, o restante, por pilotos. ‘‘Além do público, a gente fecha um pacote com uma empresa, onde os funcionários e diretores têm um dia inteiro para se sentirem como pilotos, pois irão andar em monopostos como a F-Ford, carros de turismo (Peugeot), rali e kart. Existe ainda o curso de direção defensiva e para pilotos, onde o interessado irá aprender todos os macetes de pilotagem em aulas teóricas e práticas’’, observa Howkins.
Segundo ele, durante um ano, cerca de 40 mil pessoas passam pela escola, que fatura, com isso, aproximadamente de US$ 10 milhões.
Jim Russel - Pinhais vai ganhar uma escola internacional de automobilismo em fevereiro do ano que vem. A sede vai ser no Autódromo Internacional de Curitiba (AIC). A maior e mais reconhecida escola de pilotagem do mundo, a Jim Russel Racing Drivers School U.K., vem para o Brasil numa iniciativa inédita e exclusiva na América Latina. A Speed World, empresa de negócios do Autódromo Internacional de Curitiba, é quem vai ter a licença para ministrar os cursos, que vão desde um dia até três meses.
A Jim Russel, com sede em Donigton Park, já formou pilotos como Émerson Fittipaldi, Gilles Villeneuve, Jaques Villeneuve, Jimmy Vasser, entre outros. A escola está presente em mais de 26 países. Para o diretor de marketing da Speed World, Marcio Duleba, a idéia em trazer a escola para o Brasil vem de muito tempo.
A escolha de Curitiba como a sede escola na América Latina se deu, segundo ele, porque o Brasil é um celeiro de grandes pilotos. ‘‘Quando o assunto é automobilismo, o Brasil sempre é visto com bons olhos pelo mundo todo’’, diz Duleba.
Com equipamentos de última geração, a Jim Russell estará aberta a pilotos profissionais, iniciantes e aficcionados pelo automobilismo, com diversas modalidades de cursos, incluindo-se ainda o de direção defensiva.
Os automóveis a serem usados pela escola serão todos monopostos da marca Chevrolet. Os professores brasileiros já estão sendo treinados na Inglaterra. Para a inauguração da escola são esperados vários pilotos conhecidos internacionalmente.

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