Londrina - Está para começar o primeiro curso de formação de pilotos oferecido pela escola de pilotagem RPM, implantada no mês passado em Londrina. A escola, dirigida pelo piloto Alessandro Dias, maringaense que fazia este mesmo trabalho em Goiânia, instalou-se recentemente dentro do Autódromo Ayrton Senna, onde alugou dois boxes e personalizou uma sala na torre de cronometragem somente para as aulas teóricas. Ao invés de cadeiras para os alunos, por exemplo, a sala conta com bancos de carros de competição.
Um dos inscritos na primeira turma é Estéfano Pauluki, 17 anos, que foi encaminhado pelo pai, que não queria ver o garoto tentando aprender por conta própria. "Tenho um conhecido que tem um Speed (Fusca) e pensei em pagar aluguel para ele para ir aprendendo aos poucos. Mas como por lei eu não poderia guiar no autódromo (é menor de idade), por não ter carteira de piloto e (porque) também não sou kartista, achei melhor ouvir a sugestão do meu pai e fazer o curso completo", afirmou Pauluki.
A escola oferecerá cursos para pilotos e preparadores, além de outros voltados para públicos alternativos, como mulheres, aposentados e crianças. "Quero, em primeiro lugar, afastar o estigma que ronda o automobilismo, que é visto como esporte de rico. Utilizamos carros baratos (Fusca, Voyage e um protótipo Spyder) que um futuro piloto poderá usar sem muitas despesas. Além disso, nossa taxa de inscrição (R$ 1,3 mil) é metade da cobrada em Interlagos (em São Paulo) para esse mesmo curso", afirmou Dias.
Para o coordenador, a taxa não é alta, porque inclui, além das 25 horas de aula teórica, 60 a 70 voltas de aula prática na pista, com direito a carro, combustível, ambulância de apoio e paramédicos (obrigatórios em todo tipo de treino), além da carteira de piloto. Só a taxa para obter carteira de piloto na Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA) é de R$ 720.
Além dos futuros pilotos, a escola pretende levar mais pessoas a gostarem do automobilismo. "Haverá um curso voltado só para os adolescentes e crianças que são aficcionados em álbuns de carros de corrida ou em revistas de carros e motos. É um público numeroso e que tem interesse em saber como funcionam as máquinas, as características de cada montadora, os detalhes técnicos etc. Com isso estaremos formando um público cativo que gosta da velocidade e que irá aos autódromos", afirma Dias.

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