Escola de graça é motivação para garotos
Desde o ano passado, nove jogadores do time do Colégio Londrinense, que disputa a Chave Prata do Paranaense de Futsal, têm uma razão a mais para buscar um bom desempenho em quadra. O que menos conta para eles é a ajuda de custo que varia entre meio e pouco mais de um salário mínimo uma vez que a maioria é juvenil (Sub-20) e mora com a família em Londrina.
O que motiva mesmo os garotos a treinar com afinco é a bolsa de estudos integral que recebem do Instituto Filadélfia, mantenedor do time. Como o grupo ainda está em idade escolar, eles dividem o tempo entre os treinamentos no Ginásio Colossinho, de manhã e à tarde, e as aulas à noite. Três ainda estão cursando o ensino médio no Colégio Londrinense e outros seis fazem faculdade na Unifil. Ninguém paga mensalidade.
Os três que estão terminando o colegial já treinam com o time adulto, mas ainda são da categoria Sub-17 e representarão a cidade nos Jogos da Juventude (Jojup's). Um deles é o ala Rafael França, 17 anos. Seu dia-a-dia é corrido: de manhã vai às aulas no Londrinense, à tarde treina no Colossinho e à noite é atleta do Iate Clube e da seleção londrinense Sub-17, que se prepara para os Jojup's.
Os garotos da Unifil, com idade entre 17 e 18 anos, ainda estão no 1º ano da faculdade. Lucas Alves, artilheiro do time na Chave Prata, estuda administração; o ala João Paulo Carvalho é calouro de turismo; e Rodrigo Torres Uchoa chegou a começar fisioterapia, mas desistiu e se matriculou em educação física, onde estudará com o colega Manoel Henrique Francisco. (J.K.)





