Escândalos sexuais derrubam carreira de esportistas
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Escândalos sexuais, como o que abate agora o golfista Tiger Woods - acusado de ter traído sua esposa com várias mulheres -, costumam ser cruéis para esportistas americanos. Carreiras foram abreviadas, contratos publicitários foram perdidos e vidas privadas invadidas nos últimos anos.
Antes de Woods, o atleta mais notório envolvido em um escândalo desse tipo era Kobe Bryant, o astro do Los Angeles Lakers, um dos times mais populares do basquete da NBA.
Em 2003, o armador foi acusado de estupro de uma garota de 19 anos - meses depois acabou absolvido. Mas ele admitiu que havia feito sexo consensual com a moça. Como já era casado, a imagem de Kobe ficou arranhada para os padrões da publicidade americana, e ele perdeu contratos que tinha com o McDonald's e com a Nutella.
Outro astro do basquete que perdeu dinheiro por causa de infidelidade foi Magic Johnson. Quando ele anunciou que tinha o vírus HIV, em 1991, viu seus patrocínios minguarem - depois disso, conseguiu um novo apenas em 2003.
Segundo publicitários americanos, o que afetou a imagem do atleta não foi a Aids, mas o fato de ter admitido que contraiu o vírus em frequentes relações extraconjugais.
O futebol americano, o mais popular esporte dos EUA, está repleto de escândalos sexuais que mexeram nas carreiras e na conta bancária de seus atletas.
Em 2000, Mark Chmura, do Green Bay Packers, foi acusado de envolvimento com a babá de seus filhos, que tinha na época 17 anos. Acabou absolvido nos tribunais, mas teve seu contrato rescindido pela equipe meses depois do caso.
Por frequentar um clube de ''strip'' em Atlanta, acusado pelo governo americano de fraude, lavagem de dinheiro e prostituição, o running back Terrell Davis, que era então um dos destaques do Denver Broncos, um dos grandes da NFL, viu sua carreira ser abalada. Logo depois do incidente, ele perdeu o patrocínio pessoal das sopas Campbell''s.
Em 2005, foi a vez de quase um time inteiro de futebol americano ser massacrado pelo comportamento sexual ''inadequado''. Nada menos do que 17 jogadores do Minnesota Vikings, incluindo suas maiores estrelas, ganharam as manchetes por promoverem uma orgia em um iate. Quatro deles acabaram processados.


