Escândalo rouba atenções no Grande Prêmio da Itália
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sábado, 12 de setembro de 2009
Das agências 
Monza, Itália - Mais uma vez a disputa entre pilotos e equipes no Campeonato Mundial de Fórmula 1 fica em segundo plano. O escândalo envolvendo o piloto brasileiro Nelsinho Piquet que confirmou ter provocado um acidente no GP da Cingapura de F-1 do ano passado para favorecer seu então companheiro Fernando Alonso, a pedido dos mandatários da equipe Renault, virou o centro das atenções no final de semana do Grande Prêmio da Itália, que acontece hoje, em Monza, com largada às 9 horas (de Brasília).
No paddock não se fala em outro assunto. Nem mesmo a disputa pelo título, que ficou acirrada após a recuperação do brasileiro Rubens Barrichello, parece importar aos envolvidos com o circo da F-1. Mais do que discutir o futuro do campeonato ao término do GP da Itália, as pessoas estão na expectativa pelo resultado da reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, que acontece no próximo dia 21, e que pode determinar, em uma decisão extrema, a expulsão da Renault da categoria.
Barrichello, que chegou a falar que Nelsinho não deveria retornar à categoria no caso de ficar comprovada sua culpa, precisa deixar os comentários sobre o escândalo de lado e se concentrar no campeonato. Afinal, ele conseguiu reduzir a distância para o líder e seu companheiro na Brawn GP, o inglês Jenson Button, para apenas 16 pontos, faltando cinco etapas para o final do campeonato.
O brasileiro tem boas recordações do circuito italiano - ganhou duas provas quando ainda corria pela Ferrari. Existe algo muito especial em Monza e eu sempre amei correr lá, durante toda a minha carreira, afirmou. O ajuste no parque, o som dos tifosi, a velocidade do circuito e as lembranças de minhas vitórias pela Ferrari em 2002 e 2004, tudo isso faz de Monza uma das mais emocionantes corridas do ano.
Button garante não se preocupar com a aproximação de seu companheiro de equipe. Se você olhar para um campeonato como esse, minha vantagem é grande, comentou.
A disputa entre os carros da Brawn GP não será a única atração na prova de hoje. Giancarlo Fisichella realizará o sonho de todo piloto italiano. Ele estará no comando de uma Ferrari foi escolhido para o lugar do brasileiro Felipe Massa, que se recupera do acidente sofrido nos treinos para GP da Hungria, após as pífias apresentações de Luca Badoer em Valência e Spa.


