São Paulo – Ausente da entrega do troféu da Copa do Mundo feminina pela primeira vez, o presidente da Fifa Joseph Blatter, de 79 anos, declarou em entrevista ao jornal alemão "Welt am Sonntag" que, por enquanto, não sairá da Suíça para eventos esportivos porque não pode ser extraditado do país natal sem o consenso dele. "Até que tudo esteja esclarecido, eu não correrei o risco de viajar", disse Blatter.
Fora de seus países, o ex-presidente da CBF José Maria Marin, de 83, e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos em 27 de maio, em uma operação surpresa realizada a pedido das autoridades dos Estados Unidos.
Eles estavam na Suíça para o Congresso da Fifa. Os cartolas são investigados pela Justiça americana em um esquema de corrupção. O escândalo levou Blatter a renunciar à presidência da entidade dias após vencer mais uma vez as eleições.
Na mesma entrevista, Blatter disse que políticos franceses e alemães exerceram influência sobre a escolha de Rússia e Qatar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente. "(Nicolas) Sarkozy e (Christian) Wulff tentaram influenciar seus representantes. É por isso que teremos uma Copa no Qatar", disse Blatter.
O cartola sugeriu que o representante alemão foi pressionado a votar no Qatar por razões econômicas. "Olhe para as empresas alemãs. Deutsche Bahn, Hochtief e muitas outras tinham projetos no Qatar antes da escolha do país sede", disse.

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