Presidente Prudente - Mais um capítulo no escândalo do doping no atletismo será conhecido nesta semana: os atletas, os técnicos e o fisiologista acusados serão ouvidos amanhã, em São Paulo, por uma comissão da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), formada para avaliar o caso. Darão depoimentos os velocistas Bruno Lins de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Lucimara Silvestre da Silva, Luciana França e Josiane Tito, os técnicos Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena e o fisiologista Pedro Balikian Júnior.
Dois dos acusados, Jayme e Pedro, foram afastados de seus empregos na Unesp de Presidente Prudente e, dependendo do resultado da sindicância, a demissão não está descartada. Apesar de suspenso pela CBAt, Inaldo Sena continua trabalhando na prefeitura de Prudente.
O treinador Jayme Netto Júnior admitiu que teme ser demitido. ''Temo sim, mas, se isso acontecer (a demissão), tenho competência para seguir a minha vida e continuar trabalhando. Fiz duas faculdades e, modéstia à parte, tenho muito conhecimento (de Educação Física e atletismo)'', afirmou.
Depois de acrescentar que vai falar a verdade à comissão, ele deixou claro que está de relações cortadas com Balikian. Apesar do estremecimento, Jayme não considera o fisiologista como seu inimigo. ''Liguei várias vezes, ele não atendeu. Não sei se fui enganado, o Pedro é que se enganou'', disse, em alusão à substância Eritropoietina (EPO) recomendada pelo fisiologista, segundo Inaldo Sena, para melhorar o rendimento físico de cinco atletas no Mundial de Atletismo de Berlim.
Os velocistas Bruno Lins de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre da Silva tomaram injeções e foram punidos com suspensão, pois a substância apareceu na urina.

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