Escalação será a mesma amanhã
Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
A Seleção Brasileira deverá enfrentar o México, amanhã, na decisão da semifinal da Copa América, em Ciudad del Este, no Paraguai, com o mesmo time que começou o jogo com a Argentina. O técnico Wanderley Luxemburgo ainda não confirmou oficialmente, mas deu a entender que não haverá mudanças. Tenho que matutar mais um pouco, mas a idéia é manter a mesma equipe, disse o técnico em entrevista, ontem, em Foz do Iguaçu.
Logo após o jogo com a Argentina, ele havia afirmado que o Brasil é favorito para a conquista do bicampeonato da Copa América - a Seleção conquistou o título do torneio disputado em 1997, na Bolívia. Ontem, estava mais comedido: O futebol é o único esporte coletivo onde um time entra em campo como favorito e sai derrotado, ele filosofa.
Para o treinador, o México é um time experiente, que já deu trabalho no primeiro jogo com a Seleção, pela primeira fase. Naquela ocasião, o Brasil venceu por 2 a 1, gols de Amoroso e Alex e de Urdaneta para o México, não sem, antes, levar um grande sufoco, principalmente nos últimos dez minutos de partida. Não conquistamos nada ainda e, para passarmos para a final, teremos que jogar com o mesmo espírito que jogamos contra a Argentina, disse Luxemburgo.
O lateral Cafu concorda com o técnico. Se não vencermos a Copa América, de nada adiantará termos vencido a Argentina. Foi um passo grande, mas ainda teremos que passar pelo México e pelo outro finalista, afirmou o capitão da Seleção Brasileira.
No dia do aniversário da derrota para a França de Zidane, o lateral lembrou das lições da Copa de 98, na França. Quando o Brasil passou pela Holanda, todo mundo dizia que seria campeão. Depois, com a derrota na final, ninguém se lembrou mais da vitória na semifinal.
Para Cafu, a partida com o México deverá ser bastante difícil, e os jogadores brasileiros não podem relaxar. O México tem um bom time, um bom conjunto e um grande poder de reação, como mostrou no jogo com o Peru e na própria partida contra o Brasil, ele avalia.
Os mexicanos têm uma marcação parecida com a da Argentina, jogando com três zagueiros e não dando espaço para os laterais. Vale o pulmão, a vontade e o conjunto. Não depende só do lateral para se desmarcar, vai também do companheiro que se aproxima, depende do conjunto, diz Cafu.





