Escalação de Ronaldinho nas mãos do amigo Kaká
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Agência Estado 
Teresópolis - Ronaldinho Gaúcho ainda é dos jogadores mais assediados da atual seleção brasileira. É reconhecido em todos os lugares, procurado para fotos e requisitado para entrevistas. Sempre simpático, não nega um autógrafo. Nada mudou fora de campo. Seu problema hoje surge justamente no lugar que lhe deu fama: dentro das quatro linhas. A má fase, que já dura mais de dois anos, provoca situação pouco comum na equipe do técnico. O astro do Milan só entrará como titular no domingo, contra o Equador, em Quito, se o amigo e colega Kaká não se recuperar de lesão até lá. Caso contrário, seu destino será o banco de reservas.
Até 2006, falar em Ronaldinho Gaúcho como suplente era ofensa. Mas, depois do Mundial da Alemanha, em que foi mal - a exemplo de quase todo o time brasileiro -, deixou de ser intocável. No Milan, ele também não vem conseguindo espaço - na última rodada do Campeonato Italiano, por exemplo, entrou no segundo tempo do jogo contra o Napoli. Analistas, amigos, companheiros e treinadores perguntam quando o astro vai voltar a brilhar. Sei que todos esperam de mim um grande futebol, reconheceu o craque, constrangido, mas sempre bem-humorado. Também quero jogar bem.
Kaká sabe que pode tirar Ronaldinho Gaúcho da equipe titular, mas preferiu deixar o assunto para o técnico Dunga, mantendo a postura politicamente correta que adota desde o início da carreira. E disse estar confiante em enfrentar o Equador no domingo, embora ainda sinta dores no pé esquerdo.


