‘‘Um menosprezo.’’ Assim o presidente em exercício do Santos, José Paulo Fernandes, classificou a escalação do árbitro Márcio Rezende de Freitas para o jogo de amanhã contra o Botafogo, no Estádio Caio Martins, em Niterói. Freitas foi o árbitro da final do Brasileiro de 95, quando os dois times se confrontaram e os cariocas levaram vantagem, numa partida em que houve erro de arbitragem em dois lances vitais. ‘‘Qualquer santista de brio sente-se ofendido e indignado em ver esse árbitro apitando um jogo, depois do que ele fez em 95’’. Por conta dessa revolta, a diretoria encaminhou ontem protesto à CBF, ao mesmo tempo em que procurava alterar a escala.
José Paulo Fernandes atribui grande importância à partida de amanhã. ‘‘O Santos ainda disputa um ponto para garantir sua classificação entre os quatro primeiros’’, disse ele, lembrando que às 18, haverá o julgamento do recurso de Palmeiras e Atlético-MG relativo à escalação de Aristizábal. ‘‘De nossa parte estamos tranquilos, pois o jogador atuou em condições, mas nunca se sabe o que pode acontecer num julgamento.’’
Com a definição de Sandro na lateral-direita e Gustavo na esquerda, o Santos deve mudar um pouco sua forma de jogar. É que o técnico Leão vai mantê-los mais fixos em suas posições, evitando que sejam surpreendidos em contra-ataques do Botafogo.
São Paulo - o clube está diante de um dilema: sua diretoria não sabe se contrata um grande reforço para a temporada 99, ou se compra amortecedores para a estrutura das arquibancadas do Morumbi. O presidente do Tricolor, José Augusto Bastos Neto, deve ficar com a primeira opção, e investir em contratação. ‘‘Os torcedores me pedem na rua jogadores, eu não ouço eles gritarem queremos amortecedor’’, disse ontem o dirigente. A capacidade do Morumbi caiu de 80 mil para cerca de cerca de 53 mil lugares, por decisão do Contru.
O São Paulo não cumpriu o cronograma de obras que seriam feitas para diminuir a vibração das estruturas e aumentar o conforto dos torcedores. O São Paulo precisaria instalar 60 amortecedores nas colunas gigantes que sustentam o estádio. Foram instalados só cinco. Bastos Neto admite que o custo dessa obra é muito alto. ‘‘Cada amortecedor custa R$ 40 mil’’, contabiliza o presidente. ‘‘Portanto, precisaremos investir mais R$ 2.640 mil em amortecedor.’’ Além dos amortecedores, Bastos Neto disse que o São Paulo terá de gastar mais R$ 800 mil na reforma da iluminação do estádio. Assim, o clube terá de gastar cerca de R$ 3,440 milhões com essas obras. Na avaliação do dirigente do Tricolor, é o preço de um grande jogador.

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