Escadinha curte a volta ao Brasil
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
Daniel Brito<br>Agência Estado 
São Paulo - Serginho não gosta de aparecer sorrindo nas fotos. No máximo, um risinho de canto de boca, a pedido da fotógrafa. Depois os manos vão me zoar lá na vila, justifica o líbero da seleção brasileira masculina de vôlei. Mas, por mais que tente esconder, esse paranaense de 33 anos, criado em Pirituba, na zona Norte de São Paulo, tem muitos motivos para sorrir.
Ao lado da esposa, Renata, e dos filhos, Marlon e Matheus, ele deixou para trás o frio de Piacenza, cidade do norte da Itália onde jogou nas últimas quatro temporadas, e agora defende o São Bernardo/Santander, terceiro melhor time da Superliga Masculina de Vôlei. Assim, Serginho curte o clima aprazível da região do Pico do Jaraguá, pertinho de Pirituba, em São Paulo.
Na Itália, eu vivia entre a minha casa e o ginásio. Só passava frio, não via ninguém nas ruas. Aqui no Brasil é uma alegria só, contou Serginho, enquanto conversa com a reportagem no terraço de sua casa, em um condomínio ao lado da Rodovia dos Bandeirantes.
A casa tem ares de sítio. Nela, Serginho cria seis cachorros e dois cavalos. O Thor é meu amigão. Saímos para cavalgar à noite, conversamos todos os dias, revelou o jogador, referindo-se ao cavalo de 14 anos, da raça campolino.
Há ainda no local um campo de futebol para oito jogadores (quatro de cada lado), piscina e churrasqueira. A região é tão calma que Serginho já encontrou duas cobras deslizando pela piscina. Algo impensável na Itália.
Na garagem, três mimos do líbero: modelos antigos de carros importados, repletos de acessórios e lustrados diariamente. Como que vigiando os automóveis, há na garagem uma parede pintada por um amigo com três imagens marcantes da carreira de Serginho: ele recebendo a medalha de ouro do Pan do Rio, em 2007; comemorando o título olímpico de 2004; e defendendo a seleção brasileira no Mundial de 2006.
Entre ida e volta, Serginho perde quase quatro horas por dia na viagem para São Bernardo do Campo, onde treina e joga. Nos dias de folga, chama os amigos para um churrasco ou uma partida de futebol.
Com contrato até 2010 com o São Bernardo/Santander, Serginho é muito mais feliz vivendo e jogando no Brasil. Por mim, ficaria aqui para sempre, avisou o líbero titular da seleção brasileira nas conquistas da medalha de ouro olímpica (em Atenas/2004) e do bicampeonato mundial (na Argentina/2002 e no Japão/2006).


