Erros e acertos fazem parte de nosso cotidiano. Agimos sempre com a intenção de acertar, mas, às vezes, cometemos erros pelos quais nos arrependemos depois. Alguns erros têm pequenas consequências, outros bem maiores.
No futebol, quando um jogador perde um gol ou mesmo o goleiro falha em um chute despretensioso do atacante rival, ele pode ser responsável pelo resultado negativo de sua equipe. Um treinador também pode se equivocar e colocar todo o trabalho a perder ao errar na escalação ou nas substituições. A direção, também, falha ao permitir que um jogador suspenso entre em campo (se é que me entendem).
Como os jogadores, árbitro e auxiliares vão a campo com o proposto de acertar em suas decisões. Algumas vezes isso não acontece e eles passam a ser responsabilizados pela derrota desta ou daquela equipe.
Foi o que aconteceu com o árbitro Lucas Paulo Torezin e o auxiliar Luiz Henrique Renesto. Eles tiveram participaram decisiva no revés do Londrina para o Foz do Iguaçu, sábado, na fronteira. O primeiro deixou de assinalar um pênalti claro a favor do alviceleste no início da etapa final, enquanto o segundo anulou um gol legítimo de Bruno Batata nos minutos finais do jogo.
Os erros foram graves. Isso não se discute. Mas seria injusto apontar os homens de preto como únicos responsáveis pela derrota do Tubarão.
O time de Claudio Tencati também errou ao permitir o gol do Foz logo no início do jogo, ao não se entregar mais, ao não provocar a falha de um adversário que vinha de duas derrotas consecutivas e entrara em campo pressionado. Errando muito, o time do Londrina nem de longe parecia aquele que venceu o Paraná Clube três dias antes. O cansaço até pode servir de desculpa, mas não justifica uma atuação tão apática, sem brio.
Faltam, agora, somente quatro jogos até o final da fase de classificação. Caso não consiga recuperar os seis pontos perdidos no tapetão, o Londrina terá obrigatoriamente que somar, no mínimo, sete pontos nessas partidas restantes. Com 14 pontos, certamente, estará no mata-mata. Do contrário, terá que ver pela TV os rivais na disputa pelo título, algo impensável no início do Estadual.
Nessa reta final, não haverá espaço para erros. Se eles voltarem a acontecer, independente de quem os cometer (árbitros, jogadores ou técnico), pode ser tarde para correr atrás do prejuízo.

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