Eliminada pela Nigéria na Olimpíada de Atlanta, goleada pela Noruega no amistoso em Oslo e pouco convincente no Torneio da Inglaterra. Os erros da seleção brasileira ao longo de um ano são os mesmos, na opinião dos próprios jogadores, mas têm-se repetido com uma frequência preocupante, como aconteceu diante do México, anteontem, pela Copa América. Em 39 jogos sob o comando de Zagalo, o time sofreu 37 gols, uma média histórica de quase um por jogo. O ataque marcou 96. São números que impressionam os craques e que abalam o prestígio da defesa.
A fragilidade defensiva abala a reputação de zagueiros experientes, como Aldair, veterano de duas Copas do Mundo, campeão mundial em 94, nos Estados Unidos, 70 convocações e 53 jogos pela seleção, além de provocar mudanças frequentes no setor. Célio Silva, um novato no grupo, pode ser o próximo a perder a posição. A lista dos que foram testados e sucumbiram à pressão é longa: André Cruz, Márcio Santos, Gonçalves e Cléber, mais recentemente, Bordon, Ronaldo, Narciso, Carlinhos, Argel e Adriano, entre outros.
Dunga defende os zagueiros. ‘‘Como o meio-de-campo tem dificuldades para ocupar os espaços, a bola volta rapidamente e os zagueiros não têm tempo de respirar’’, observa. Aldair previu ‘‘coisas mais difíceis pela frente’’. Crítico do esquema tático desde a fase de preparação para os Jogos Olímpicos de Atlanta, o zagueiro reitera que o problema é de posicionamento. ‘‘Dizem que a defesa é culpada, mas não é bem assim’’, alerta. O time joga aberto, deixa os adversários livres e expõe os zagueiros, na sua opinião.

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