Os ingleses saíram de campo impressionados com a seleção brasileira. Não pelo talento, que diziam já conhecer, mas pela tranquilidade e pela garra demonstradas em campo. ‘‘Não há uma grande diferença técnica, embora seja indiscutível que o Brasil jogue de forma brilhante’’, disse Beckham.
‘‘Só lamento que não aproveitamos a vantagem de um homem, mas é que eles se superaram. Jogaram com vontade e se mantiveram tranquilos mesmo depois da expulsão (de Ronaldinho).’’ Sven Goran Eriksson, sueco que dirige a Inglaterra, concorda. ‘‘Eles têm mais capacidade do que a gente para segurar a bola. Quando tiveram a bola nos pés, dificilmente conseguimos tirá-la deles’’, comentou.
Eriksson reconheceu que, especialmente no segundo tempo, sua equipe decepcionou. ‘‘Não demos um chute a gol, não conseguimos dominar a partida, mesmo com um homem a mais em campo.’’ Um dos motivos para a queda no rendimento inglês na etapa final, para Eriksson, foi o cansaço.
Após o jogo, ele foi pressionado pela imprensa inglesa, que dizia que os ingleses não estão com bom preparo físico. Contra a Dinamarca, a equipe também tinha atuado melhor no primeiro tempo, quando marcou os três gols, e caído de produção na fase final.
Mas Eriksson preferiu responsabilizar o calor e o horário da partida pelo cansaço dos ingleses. ‘‘Fizemos a dança da chuva, não deu certo’’, lamentou, voltando a reclamar do fato de a partida ter começado às 15h30 locais, quando a temperatura era de 28 graus. (Agência Folha)

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