A atacante Érika, do Rexona/Paraná, de 18 anos e 1,80 m, já está à disposição do técnico Bernardo Rezende, para jogar com a seleção brasileira no Mundial do Japão, de 3 a 12 de novembro. A jogadora, uma das revelações da Superliga de 1997/1998, reapresentou-se ontem, em Curitiba, vinda da França com o resultado positivo de seu teste de feminilidade.
Em uma semana, Érika deverá receber o seu certificado de feminilidade, o chamado cartão rosa que tem apresentação obrigatória em competições como o Mundial. É uma exigência da Federação Internacional de Vôlei (Fivb) para todas as atletas.
A jogadora só pode fazer o teste, depois de submeter-se a uma cirurgia para a correção de um problema hormonal (tinha excesso do hormônio masculino testosterona). Ela tinha todos os exames comprovando que o problema estava corrigido, mas teve de fazer o teste em local indicado pela Fivb. Como este é um assunto delicado, vem sendo tratado com muito cuidado tanto pelos dirigentes do Rexona, seu time, quanto da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
Érika viajou para a cidade francesa de Lion, para fazer o teste, acompanhada do médico Eduardo De Rose. A CBV confirmou que os dois retornaram ao Brasil ontem e que De Rose informou ao departamento técnico da entidade que tudo ocorreu bem e que o documento sai em uma semana. Segundo a CBV, o teste foi bem-sucedido. Se depender do cartão rosa Érika vai ao Mundial.
A seleção fica em Curitiba até amanhã. No sábado, segue para o Nordeste onde fará quatro jogos amistosos contra a Holanda, domingo, em Maceió, terça-feira, em João Pessoa, dia 1º, em Natal e dia 3, em Fortaleza. O time inicia a segunda etapa de treinamento dia 7, no Rio.
A data da viagem ao Japão ainda depende da confirmação de possíveis amistosos contra os Estados Unidos. A seleção gostaria de parar no caminho até o Japão, para facilitar a adaptação das meninas ao fuso horário. Pode sair um jogo com os Estados Unidos.

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