VGD: vender ou não vender? Eis a questão. O boato encorpou, ganhou as ruas, foi oficializado e virou dilema. A administração municipal tem a ideia de vender o Estádio Vitorino Gonçalves Dias. Interessados não faltam. O problema é a opinião pública, afinal, a praça esportiva de mais de meio século de existência é um patrimônio da cidade.
Há tempos já se especulava esse desejo. Vender o VGD e melhorar o Café. Durante a semana, em entrevista à Rede Massa, o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, confirmou que realmente existe um projeto esportivo gigantesco e que passa pela venda do estádio.
O VGD está interditado há mais de um ano. Peter Robson da Silva, presidente afastado do Londrina, em uma de suas muitas falácias, prometeu levantar uma moderna arena multiuso, com centro de entretenimento e tudo mais. Porém, não conseguiu nem cumprir as exigências para que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) liberasse o estádio para todos os jogos no Paranaense. Durante o estadual, ele foi maquiado e teve a liberação apenas para dois jogos, um contra o Toledo e o jogo da queda para a Divisão de Acesso diante do Coritiba.
Problemas estruturais não faltam. A marquise que cobre as cabines de imprensa e parte das arquibancadas está ameaçada, os alambrados não oferecem segurança, o teto de um dos vestiários é escorado com uma viga, fora os problemas hidráulicos e elétricos, ocasionados pela falta de manutenção e conservação por parte do Londrina, que cuida do local em comodato desde a década de 90. Ao invés de reformas, as diretorias que passaram pelo clube apenas maquiaram os problemas e deixaram o estádio na situação em que se encontra.
''Nós bancamos e o Londrina errando e nós apoiando. Daí, chega uma hora que temos que mudar essa lógica. Aliás, com essa intervenção (judicial) já vai mudar'', disparou Oliveira.
Um grupo supermercadista já tenta há tempos adquirir a área, que fica numa posição privilegiada e nos fundos de um outro hipermercado. Um grupo ligado ao ensino superior também sondou a prefeitura.
De acordo com Oliveira, o valor venal do VGD é de aproximadamente R$ 4 milhões. Porém, ele estima que o local possa ser negociado por pelo menos R$ 7 milhões. A ideia era usar esse dinheiro para remodelar o Estádio do Café já pensando em receber uma seleção para treinamentos na Copa de 2014, e o restante ser aplicado na construção de uma vila olímpica, a exemplo da levantada em Maringá.
O projeto já está pronto e prevê uma área de 150 mil metros quadrados de construção. O local ainda não está definido. Uma obra que consumiria pelo menos R$ 20 milhões. ''É obra para três mandatos pelo menos. Teríamos que buscar emendas parlamentares para a construção'', disse o presidente da FEL.

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