Um dos maiores ídolos da história do Londrina lembra que quando chegou ao clube em 1976 não sabia nem mesmo sobre a distância física e cultural que separava a cidade da capital. ‘‘Achava que uma era pertinho da outra, não tinha nem idéia de toda esta rivalidade’’, relembrou Carlos Alberto Garcia, de 45 anos, quando assistia ao treino do LEC na sexta-feira.
Terceiro maior artilheiro da história do clube com 86 gols, Garcia chegou em 1976 a Londrina com o Coritiba como uma única referência futebolística sobre o Paraná. ‘‘Eles tinham um timaço, era pentacampeão estadual’’.
Logo o ‘‘Bem Amado’’, como ficou conhecido pela torcida, viu o que significava para os londrinenses vencer o Coritiba. Em 1976, VGD lotado, de meia bicicleta, ele decidiu em grande estilo um jogo dificílimo contra o alviverde. ‘‘Foi um dos gols mais importantes da minha carreira. Não era fácil encarar Jairo, Hermes e Oberdan pela frente. A torcida enlouqueceu’’.
Tão importante que o jogo foi considerado um marco para as pretensões do clube, que no ano seguinte brilharia no Campeonato Brasileiro. ‘‘Nós tínhamos que vencer para ir às semifinais e muita gente não acreditava. Depois daquele jogo, o Londrina nunca mais teve medo deles’’. O alviceleste ficou em terceiro lugar naquele campeonato. Cinco anos depois, Garcia colocou o LEC nas semifinais do Estadual, ao marcar outro gol importante no Couto Pereira. Neste mesmo ano, com o gol do título marcado por ele, o LEC foi campeão estadual
O ídolo londrinense viveu o outro lado do confronto, a derrota com interferências externas. ‘‘Me lembro que antes de um jogo alguém me disse que o resultado seria 1 a 0 para eles, gol do Aladim de pênalti. Adivinha quanto foi o placar?’’. O Coxa venceu por 1 a 0. E Aladim converteu a penalidade máxima mais duvidosa que o Couto Pereira já viu.

mockup