São Paulo, 29 (AE) - A era do futebol-empresa não atinge apenas os clubes. Entre os jogadores de alto nível é cada vez mais comum a presença de um grupo de assessores para cuidar dos problemas extra-campo. No atual time do Corinthians não é diferente. Marcelinho, Vampeta e Edílson, os atletas de melhor salário do clube (R$ 120 mil) são os maiores exemplos.
O atacante Marcelinho possui a melhor estrutura. Seis pessoas, entre eles dois irmãos, que trabalham para deixar o capitão corintiano com a "cabeça apenas dentro de campo". "Só me preocupo em saber o valor do dinheiro que entra e sai", afirmou o jogador bem-humorado, que possui duas empresas: MPF (Marcelinho Produções e Franchising) e a DIPA (Divina Inspiração Produções Artísticas).
No dia 12, Marcelinho vai estrear como apresentar de televisão. Ele foi contratado pela TV Bandeirantes para ser o protagonista do programa Garra. O jogador também será personagem de um desenho de quadrinhos. Marcelinho possui ainda várias escolinhas de futebol.
Edílson, companheiro de Marcelinho no ataque corintiano, confia no trabalho da secretária Marcela para tratar de vários assuntos, inclusive os da sua banda de pagode Brother. O grupo será um dos destaques do carnaval baiano. Edílson vai passar o sábado e o domingo em Salvador.
O volante Vampeta gastou mais de US$ 100 mil na reconstrução do Cine Rio Branco, em Nazaré das Farinhas, sua cidade natal, na Bahia. A inauguração do local, que deveria ser no fim de semana, ficou para depois do carnaval. E o primeiro filme exibido será Cinema Paradiso. O jogador também tornou-se sócio da casa noturna Terra Brasil, na Vila Maria, zona norte.
Marcelinho afirmou que os investimentos "fora do gramado" são importantes para "depois do futebol". "Sei que tenho mais sete anos no máximo de bom futebol, mas preciso estar pronto para quando deixar os campos", disse o jogador, de 28 anos, que é pai de três filhos.
Edílson concorda. "É importante saber cuidar do dinheiro, pois o futebol não é eterno em nossas vidas." Vampeta faz coro. "Não adianta ganhar títulos durante a carreira e não ter dinheiro depois que o futebol ficar para trás para fazer compras no supermercado."