''Carrinho'' que faz a alegria de todo piloto, do iniciante ao aposentado, o kart viveu ontem no Kartódromo Luigi Borghesi, em Londrina, mais uma tarde de protagonista com a disputa da 3 Copa Saúde, apoiada pela Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA) Disputada em duas horas - e não quatro como estava prevista inicialmente -, a prova foi vencida pela ''Equipobreza'', time formado por uma dupla de jovens pilotos que, mesmo sem muitos recursos, está habituada a frequentar os pódios
Debaixo de um calor de mais de 30 graus, a prova contou com a participação de 10 duplas composta por gente apaixonada pelo modelo que une aquilo que todo piloto mais gosta: velocidade e disputa metro a metro Para igualar as chances, todos os 10 times receberam o mesmo motor e a soma homem mais máquina tinha necessariamente que dar 180 kg como resultado
Tetracampeões de provas longas e agora três vezes os primeiros na Copa Saúde, os pilotos Lucas Coutinho e Eduardo Maran, do kart 33, tentaram resumir o que representa o kart para um piloto de carros ''Por ele ficar muito próximo do chão, a sensação é de muita velocidade Por isso que até o Senna e o Piquet sempre diziam que era o mais próximo da Fórmula 1'', explicou Coutinho, que é vendedor, estudante e piloto nos fins de semana Maran fechou a corrida pela ''Equipobreza'' e reclamou que a temperatura da pista complicou mas dentro do kart ele só pensava em chegar na frente ''Kart é assim mesmo, a gente sempre quer mais Dei meu máximo para chegar e passar o primeiro'', disse ele, que cruzou em segundo mas venceu porque a arbitragem derrubou o kart 53 (Leandro Antonini/João Soitiro) que cruzou na frente para a segunda posição por causa de uma irregularidade
Comemorado também foi o terceiro lugar do kart 72 (Incor/Ventilon), guiado por Sérgio Hayashi e Carlos Perin Cardiologista por formação, Hayashi tem nas corridas mais uma paixão ''Parece que a gente nasce com gasolina no sangue e quando você dá uma volta já vicia É como uma droga, que mistura adrenalina e competição o tempo todo'', vibrou Hayashi
Fazendo dupla com o irmão Wesley, o representante comercial e preparador de kart Wellington Prado não pegou pódio mas nem por isso saiu derrotado ''Toda corrida é adrenalina pura Você vê um na sua frente, faz de tudo para passar e ainda tem que brigar o tempo todo com o equipamento É como o ditado que diz que 'tudo que é mais difícil é mais gostoso''', confessou ele que tem 40 anos, corre desde os nove mas estava há três anos sem entrar numa pista
O publicitário Áureo Lopes e o amigo e companheiro de equipe Sérgio Secco abandonaram por conta de um eixo quebrado mas continuaram elogiando a máquina ''O kart é fácil de dirigir porque você freia ele freia, acelera e a resposta também é na hora Acho que a sensação é de estar em um mini Fórmula 1'', concluiu
Os vencedores receberam como prêmio troféus e o que mais gostam: peças, pneus, macacões, capacetas e carenagens de kart

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