Equipes usarão carros antigos no GP de Mônaco
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Tatiana Cunha<br> Folhapress 
Mônaco - Depois da série de novidades que as equipes implementaram em seus modelos para o GP da Espanha, realizado no último domingo, várias delas irão ''voltar atrás'' neste final de semana, no GP de Mônaco.
Devido às características muito específicas do circuito, com curvas de baixa velocidade e poucas retas, times como Ferrari e Mercedes, por exemplo, voltarão a usar os carros utilizados nas corridas disputadas longe do solo europeu.
Para tristeza de Michael Schumacher e alegria de Nico Rosberg, a Mercedes, escuderia que mais novidades levou a Barcelona, terá o W01 antigo. ''Mônaco requer um acerto específico para o carro e vamos usar nosso novo pacote aerodinâmico'', falou Ross Brawn, chefe da Mercedes.
A principal mudança no carro será na distância entre os eixos, que o time aumentou depois do GP da China, mas que será menor nas ruas de Montecarlo, o que melhora o desempenho em pistas travadas.
Rosberg, que coincidentemente ficou atrás de Schumacher pela primeira vez no ano depois das mudanças levadas à Espanha, disse esperar um melhora neste final de semana. ''Depois de quatro corridas positivas, Barcelona foi uma decepção'', disse Rosberg. ''Por suas características únicas será interessante ver como o carro se comporta em Mônaco.''
Schumacher foi cauteloso ao falar de suas chances. ''Não devemos esperar muito neste fim de semana, pois, como vimos no último, ainda temos muito trabalho a fazer'', disse o piloto, quarto colocado no domingo.
Já a Ferrari deixará de lado a principal alteração que utilizou no último domingo: o chamado ''Duto F'', um sistema de ar inspirado no que a McLaren desenvolveu nesta temporada e que ajuda a dar mais velocidade, especialmente em retas. Estima-se que o ganho nas retas, quando o sistema é acionado, seja de 4 km/h a 5 km/h.
Além da falta de necessidade em Montecarlo, o sistema ainda precisa ser melhor desenvolvido. Enquanto na equipe inglesa ele é acionado com a perna, no caso da Ferrari os pilotos têm de tapar um orifício dentro do cockpit com as costas da mão esquerda, ficando sem uma das mãos no volante, o que gerou controvérsias.
Red Bull
Chefe da Red Bull, Christian Horner declarou não estar preocupado com a falta de confiabilidade dos carros de sua equipe mesmo depois de o alemão Sebastian Vettel ter enfrentado problemas pela terceira vez em cinco corridas - desta vez as falhas ocorreram no freio. ''No fim das contas, nós colocamos nossos dois pilotos no pódio na Espanha e ficamos só três pontos distantes do resultado máximo.'' A Red Bull ocupa o terceiro lugar no Mundial de Construtores, seis pontos atrás da líder McLaren e a três da Ferrari, a segunda.


