O primeiro treino livre para o GP de Mônaco estava em seus instantes finais, ontem, quando a maior parte dos pilotos parou em plena reta dos boxes. Alinhados lado a lado, como no grid, saíram acelerando de repente, simulando o princípio de uma corrida.
Mais tarde, a explicação para a cena inusitada. A FIA (entidade máxima do automobilismo), os dirigentes das equipes, seus engenheiros e os pilotos, principalmente, estão preocupados com a possibilidade de um acidente grave na largada do próximo domingo.
O receio é que o controle de tração, inovação eletrônica introduzida no GP da Espanha, não funcione em alguns carros. Isso já aconteceu em Barcelona, com David Coulthard e Heinz-Harald Frentzen, e na Áustria, com Jarno Trulli, Nick Heidfeld, Mika Hakkinen e, de novo, com Frentzen.
Em pistas largas, como as que receberam os dois últimos GPs, os incidentes não tiveram graves consequências. Mas, em um circuito de rua, estreito e sinuoso, como Mônaco, qualquer carro parado no grid seria um risco.
Até Barcelona, os pilotos eram os responsáveis por todo o processo de largada. No grid, engatavam a primeira marcha e, depois, controlavam nos pedais o momento de sair com o carro. A partir daí, toda a progressão das marchas era feita manualmente.
Agora, o procedimento é eletrônico. Assim que engatam primeira, os pilotos acionam um botão no volante e largam a borboleta do câmbio. Quando tiram o pé do freio, os carros saem sem patinar e trocando as marchas automaticamente. Isso na teoria.

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