A Cart, associação das equipes que organiza a Fórmula Indy, exigiu mudanças no autódromo de Jacarepaguá para melhorar a segurança dos pilotos no Grande Prêmio do Brasil. Kirk Russell, vice-presidente da associação, vistoriou ontem o circuito oval de 3 quilômetros e pediu a colocação de barreiras de pneus nas curvas 1 e 4, situadas no fim e no início do retão, pontos mais perigosos do traçado.
A barreira de pneus foi a solução encontrada por Russell para melhorar a segurança sem elevar muito os custos da Prefeitura carioca - que já tem US$ 3,5 milhões de dívidas com Jorge Cintra, o promotor da prova, e gastou US$ 18 milhões na construção do oval. A associação dos pilotos queria uma outra solução: Al Unser Jr., presidente, e Christian Fittipaldi, integrante da comissão de segurança, haviam pedido o recuo do muro nas duas curvas, com a criação de uma área de escape.
Christian sugeriu que a Cart inovasse e estendesse o asfalto em 40 metros na saída das curvas 1 e 4, em vez de instalar uma caixa de brita (areia e pedras) na área de escape. ‘‘A brita não seria mesmo capaz de segurar o carro’’, alegou. ‘‘O asfalto seria uma extensão da pista, onde os pilotos poderiam derrapar e manter o controle do carro.’’
Russell, porém, optou apenas pela instalação de pneus na saída das duas curvas para amortecer impactos. Os pneus serão amarrados numa esteira de fibra de vidro e borracha e aparafusados, para ficarem fixos. Russel pediu ainda a reforma dos banheiros e de instalações de luz e água, além da raspagem do piso de concreto dos boxes e a construção de nova torre para cronometristas. À tarde, o dirigente e o promotor Jorge Cintra reuniram-se com o prefeito Luiz Paulo Conde, que prometeu estudar as obras necessárias.

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