São Paulo - O GP do Brasil corre o risco de contar com apenas 12 carros em seu grid. Caterham e Marussia estão fora por causa das dificuldades financeiras e Sauber, Force India e Lotus ameaçam boicotar a prova caso não haja uma definição sobre as divisões das receitas na Fórmula 1.
As três equipes quase não correram em Austin, nos Estados Unidos, no fim de semana passado. Aceitaram disputar a prova, mas agora não descartam boicotar a corrida do próximo domingo, em Interlagos. Seria uma maneira de garantir que recebam uma base de orçamento suficiente para continuarem competindo na F-1. A sobrevivência das equipes menores depende de uma aumento nas verbas.
"O pagamento de base" está sendo negociado com Bernie Ecclestone, o chefão da F-1, e uma acordo pode impedir o esvaziamento da corrida no Brasil. Pelo menos é o que garante Gerard Lopez, diretor da Lotus. "Eu realmente acho que há uma maneira de resolver isso nos próximos dias, provavelmente até chegar uma proposta antes do GP do Brasil," disse. "Temos de chegar a um ponto para evitar atitude drástica que prejudique o esporte."
Os diretores das equipes menores buscam uma divisão mais justa das receitas no F-1. São mais de US$ 1,5 bilhão em volume de negócios anuais que a F-1 lucra e apenas metade deste valor é distribuído com as equipes.
Segundo Lopez, um entendimento parece próximo entre os detentores dos direitos da F-1 (a CVC Capital Partners fica com 35% do arrecadado) e as equipes. "Eles têm olhado para isso, pensando nas equipes menores." As escuderias querem uma fatia maior no bolo. A Marussia, por exemplo, embolsa apenas US$ 10 milhões, diante de aproximadamente US$ 160 milhões da Ferrari.
De acordo com Lopez, as equipes precisam de mais verbas já que apenas um acordo por motor gira em torno de US$ 20 milhões. Eles necessitariam bem mais que isso para sobreviver e é o que buscam. "Aguardamos uma proposta", mostrou confiança Lopez.

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