Equipes emergentes surpreendem na Stock
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sábado, 16 de maio de 2009
Luciano Monteiro<br> Especial para a Folha 
A temporada 2009 da Copa Nextel Stock Car evidenciou, em sua primeira fase, uma constatação interessante: a de domínio de pilotos ou equipes que, até o ano passado, integravam a Copa Vicar. A categoria de acesso garante às suas duas melhores equipes vaga no grid da subdivisão principal, que por sua vez, pela mesma fórmula, adotada em 2007, tira da lista de participantes os dois times de menor pontuação ao final de um campeonato.
Comparada num primeiro momento ao sistema de acesso e descenso do Campeonato Brasileiro de Futebol, a fórmula da Stock Car acabou apresentando como consequência um equilíbrio técnico ainda mais contundente. ''Hoje em dia, não existem mais equipes grandes ou pequenas. Todas estão praticamente no mesmo nível, a Stock Car foi nivelada por cima'', diz o paraibano Valdeno Brito, atual líder da Copa Nextel.
Brito, que participa da principal categoria do país desde 2004, contribuiu para o domínio das equipes promovidas. Ele fechou contrato para disputar o atual campeonato poucos dias antes da primeira etapa com a RCM Motorsport, campeã da Copa Vicar em 2008. Ao vencer a segunda etapa, em Curitiba, o paraibano assumiu o primeiro lugar na tabela de pontos, liderança que vai defender hoje no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, a partir das 11 horas.
A primeira corrida do ano, realizada em Interlagos, teve Paulo Salustiano como vencedor. O paulista atua pela Vogel Motorsport, uma das equipes de maior tradição na categoria. Ele, contudo, atuou como piloto da Copa Vicar em 2008. Na prova de duas semanas atrás, em Brasília, o vencedor foi Allam Khodair. Presente na categoria desde 2005, o paulista defende o outro time que ascendeu da classe de acesso ao fim da temporada passada - a Full Time.
Brito lidera a tabela com 39 pontos, três a mais que Khodair. Salustiano é o terceiro, com 32. A partir daí, apenas seis pontos, equivalentes ao décimo lugar em uma corrida separam o quarto e o décimo na classificação geral. ''O equilíbrio é intenso, não favoritos, isso valoriza a luta por cada pontinho, que pode significar a vaga no playoff ou o retorno para a Copa Vicar'', diz o paraibano.
O sistema de acesso e descenso também mobiliza as equipes da Copa Vicar, onde a disputa por uma das duas vagas na Copa Nextel segue um formato um pouco diferente. ''Nem todas as equipes têm dois carros. As que só têm um se juntam para a soma dos pontos'', explica o paranaense Diogo Pachenki, líder da classe de acesso.
Dono do título de 2004, Pachenki vive a expectativa de classificar a ALM Pachenki Motorsport para a próxima temporada da Copa Nextel.


